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    Redação SC Reporter

    21 de set. de 2026, 21:00

    TSE mantém suspensão de campanha de Deltan Dallagnol ao Senado

    O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria para manter interrompida a candidatura de Deltan Dallagnol, impedindo o uso de verba pública e a veiculação de peças publicitárias.

    A disputa por uma vaga no Senado ganha novos contornos jurídicos com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desta segunda-feira. Por cinco votos a um, a Corte manteve a suspensão da campanha de Deltan Dallagnol, do partido Novo. O resultado, consolidado no plenário virtual, impõe restrições severas ao ex-parlamentar, incluindo o bloqueio de recursos públicos destinados ao financiamento da corrida eleitoral e a interrupção imediata de toda propaganda veiculada no rádio, na televisão e em outros meios de divulgação.

    O placar foi formado pelos ministros Floriano de Azevedo Marques, Dias Toffoli, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis, sendo que apenas o ministro André Mendonça divergiu do entendimento dominante. O julgamento, que corre em segredo de Justiça, aguarda agora apenas a manifestação final do presidente do tribunal, Nunes Marques, cujo voto deve ser contabilizado até o final do dia. A medida cautelar, que já havia sido concedida anteriormente por Azevedo Marques, foca especificamente no impasse sobre a regularidade do registro da candidatura de Dallagnol frente à legislação eleitoral vigente.

    Para o eleitor, o impacto prático é a paralisação do calendário de campanha do candidato, que se vê impedido de realizar atos públicos de propaganda enquanto o mérito da questão é analisado de forma definitiva pela Justiça. Dallagnol, que contesta os fundamentos da decisão, confirmou que pretende recorrer para tentar reverter o quadro nos tribunais superiores.

    Este episódio traz à tona a constante tensão no sistema jurídico brasileiro sobre a elegibilidade e os ritos das campanhas. Historicamente, o TSE tem adotado posições rigorosas quanto à conformidade dos registros, especialmente quando há questionamentos sobre a validade da candidatura em meio ao processo eleitoral. Em Santa Catarina, o cenário é acompanhado de perto, dada a repercussão que o caso gera no debate político nacional e a possível influência nas estratégias de outros atores políticos que buscam assentos nas casas legislativas federais.