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    Redação SC Reporter
    Vídeo antigo de assessora do TSE gera questionamentos em meio à polarização política

    02 de out. de 2026, 03:00

    Vídeo antigo de assessora do TSE gera questionamentos em meio à polarização política

    O senador Flávio Bolsonaro resgatou registros de Estela Aranha, assessora do Tribunal Superior Eleitoral, manifestando apoio ao presidente Lula durante o pleito de 2022, reacendendo debates sobre a neutralidade institucional.

    A neutralidade dos quadros técnicos e assessores que integram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a ser alvo de questionamentos no cenário político nacional. O senador Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais para divulgar uma gravação na qual Estela Aranha, atual assessora do órgão, declara voto favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O material foi inicialmente repercutido durante uma transmissão ao vivo conduzida pelo deputado federal catarinense Gustavo Gayer.

    O vídeo em questão remonta ao período das eleições de 2022, fase na qual Aranha ainda não ocupava a posição que detém atualmente na estrutura do Judiciário, atuando na época como advogada. A circulação do conteúdo ganhou tração nas redes bolsonaristas em um momento específico de tensão política: poucas horas antes da decisão proferida pela ministra em questão, que vedou a realização de um formato de entrevista com o então candidato Lula após a ausência de outros postulantes no debate da Rede Globo. Naquela ocasião, a negativa da emissora em promover o evento solitário gerou críticas intensas dos apoiadores do atual governo.

    Historicamente, o sistema eleitoral brasileiro é frequentemente submetido a escrutínio público, com integrantes do TSE sendo confrontados sobre suas trajetórias profissionais e preferências ideológicas pretéritas. Este episódio reflete a constante disputa de narrativa que permeia a relação entre parte da base conservadora e a cúpula do Judiciário, especialmente após os eventos de 2022 que culminaram em alterações significativas na condução dos processos eleitorais. A recorrência de posturas passadas sendo trazidas ao debate atual ilustra o clima de desconfiança institucional que ainda persiste no diálogo entre parlamentares de oposição e as cortes superiores do país.

    Para o leitor, o episódio evidencia como o histórico público de figuras técnicas se tornou uma ferramenta de pressão política, transformando declarações de anos anteriores em combustível para o debate sobre a imparcialidade das decisões tomadas pelo tribunal responsável pela lisura do pleito.