05 de nov. de 2026, 19:00
Violência contra agentes de saúde choca comunidade em Guaraciaba
Marlene Ferrari, agente de saúde de 61 anos, foi morta durante o exercício de sua profissão no Oeste catarinense; suspeito foi detido pela Polícia Civil.
O exercício da medicina preventiva e o monitoramento epidemiológico em Santa Catarina sofreram um duro golpe nesta semana. Marlene Ferrari, agente comunitária de saúde de 61 anos, foi assassinada enquanto cumpria sua rotina de visitas domiciliares em Guaraciaba, no Extremo Oeste catarinense. O crime, cometido com uma espingarda de chumbinho, expõe os riscos enfrentados pelos profissionais que atuam na ponta do sistema público de saúde, muitas vezes em ambientes isolados e vulneráveis.
O suspeito, identificado como Fábio Cecchin, de 42 anos e natural de Dourados (MS), foi preso pela Polícia Civil logo após o ocorrido. Em depoimento inicial, o homem admitiu o crime, justificando o ato violento como uma reação à sua insatisfação recorrente com as visitas mensais realizadas pela vítima. O caso gerou indignação entre os profissionais da região, que destacam a importância essencial desses agentes para o funcionamento das unidades básicas de saúde e para a identificação precoce de doenças na população.
Historicamente, os agentes comunitários desempenham um papel vital na saúde pública brasileira, sendo a ponte direta entre as famílias e as políticas governamentais. Incidentes como este levantam debates urgentes sobre a segurança destes profissionais em campo. A fragilidade das condições de trabalho, aliada à intolerância, transforma uma atividade de acolhimento em uma situação de perigo extremo. A investigação segue em curso para determinar se houve premeditação e para analisar as motivações detalhadas por trás do ataque.
A Secretaria de Saúde do município lamentou a perda da servidora, que dedicava sua carreira ao suporte da comunidade local. O clima na pequena cidade de Guaraciaba, de pouco mais de 10 mil habitantes, é de consternação. O caso serve como um alerta trágico sobre a necessidade de maior proteção e suporte institucional para os trabalhadores da saúde que, diariamente, percorrem casas e territórios para zelar pelo bem-estar de desconhecidos.

