Nesta terça-feira, 13, precisa ser votado na Câmara de Blumenau o projeto da Prefeitura que pede novo parcelamento dos débitos patronais com o ISSBlU, o Instituto de Previdência dos servidores públicos municipais.

Mais que um novo parcelamento, a prefeitura quer mudar as regras. Novamente. Ano passado, aprovou um parcelamento e um reparcelamento, sinalizando que seria a última vez, como prometido na campanha eleitoral. Para aprovar a lei, aceitou duas emendas, de autoria de Marcelo Lanzarin (P), hoje secretário de Saúde, com travas caso o município não cumpra suas obrigações.

Com as regras aprovadas no ano passado, a prefeitura corre o risco de ficar sem recursos federais a partir do dia 15, quinta-feira. É o prazo para o município apresentar as certidões negativas de débito em dia para que o dinheiro venha. Ou paga ou fica inadimplente.

Ou dá um jeitinho.

Tudo precisa ser decidido nesta terça-feira. Maioria simples. Se todos estiverem presentes, são necessários oito votos. A base governista tem votos suficientes. Normalmente.

Cinco votos contrários ao projeto parecem claros. Professor Gilson (União), Jean Volpato (PT), Adriano Pereira (PT), Bruno Win (Novo) e Diego Nasato (Novo). Faltariam três.

O recente anúncio da composição da nova Mesa Diretora, a ser encabeçada pelo líder do governo Alexandre Matias (PSDB), gerou uma fissura na base de Egídio Ferrari (PL) no Legislativo. Três nomes importantes ficaram de fora da articulação: Flávio Linhares (PL), Egídio Beckhauser (Republicanos) e Silmara Miguel (PSD), que pleiteava a presidência.

Três nomes, três votos.

Como vai ser? A sessão desta terça-feira na Câmara de Blumenau promete.