A segunda geração de uma empresa familiar enfrenta um dilema que raramente é compreendido com precisão: ela precisa trazer renovação suficiente para manter a empresa competitiva, sem romper com o legado que sustenta a legitimidade da própria família no negócio.
Isso exige uma estrutura que dê à nova geração espaço formal para contribuir, sem que isso precise competir com a autoridade do fundador.
O que funciona, na prática, é a construção gradual de instâncias, onde a nova geração tem voz e responsabilidade bem definidos, através da existência de comitê gestor, conselho consultivo, bem como definição de responsabilidades sobre projetos estratégicos.
Tudo isso permite à nova geração construir credibilidade interna – enquanto aprende o funcionamento real do negócio – e ao fundador observar essa construção com critério, não com ansiedade.
Afinal, toda transição de autoridade, que funciona, não acontece em uma decisão. Acontece, sim, ao longo de um processo que foi desenhado… para isso.
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