A Vitória de Samotrácia, junto com a Mona Lisa e a Vênus de Milo, compõe a tríade das obras mais visitadas do Museu do Louvre, em Paris.

A estátua da Vitória Samotrácia foi esculpida no ano 190 A.C, na Ilha de Samotrácia, localizada ao norte do Mar Egeu, na Grécia. Originalmente ficava no Santuário dos Grandes Deuses da Samotrácia, no alto de uma colina, num nicho de pedra, como se a deusa estivesse pousada na proa de um navio.

A estátua representa a Deusa Nice, ou Nike, que em grego significa Vitória – a Deusa Alada da Vitória. Foi esculpida, como oferenda, para celebrar a vitória, da frota da ilha de Rodes contra o rei Antíoco III, da Síria, segundo supõem os historiadores. A marca Nike, não sem razão, usa o nome da deusa e o seu logotipo em forma de asa estilizada.

A Vitória de Samotrácia representa uma mulher alada muito intrigante. Não é só uma simples escultura bonita, mas uma obra de arte que transcende o tempo e o espaço com sua beleza e mistério. Impressiona, inspira, faz pensar, como num mundo de mais dois mil anos atrás, um artista tinha a habilidade técnica, a ciência e a genialidade para esculpir obra de tamanha potência e beleza.

As asas, o corpo em movimento com os véus transparentes esculpidos no ventre da deusa, parece transcender o escultor terreno. Ela está pousando na proa do navio, vestida com tecidos leves sob um manto também esvoaçante. O artista fez um trabalho dos deuses com as transparências drapeadas dos tecidos que envolvem o ventre e o corpo da deusa de forma sensual.       

A escultura foi um achado do arqueólogo francês, Charles Champoiseau, em 1863. Estava fragmentada em mais de 110 pedaços, mais os blocos de mármore que formam o pedestal. A cabeça nunca foi achada, bem como os braços e os pés, mesmo assim foi restaurada em 1879. 

A Vitória de Samotrácia, mensageira dos deuses, que atravessou esses dois mil anos, está majestosamente em lugar de destaque no Louvre, no alto de uma das principais escadaria. Seu tamanho, 5.57 m, somado ao pedestal, potencializa ainda mais o mistério e as impressões que causa no visitante ao subir os degraus da escadaria.

Observando essa linda obra, a deusa Vitória, com o corpo lançado ao vento celebrando o triunfo em toda a sua grandeza também mostra algo profundamente humano – a vitória não é eterna. É movimento, passagem, é imperenidade. O vento simboliza que nada dura para sempre. Daí que, diante da vitória é preciso conservar a humildade. Vencer não nos torna melhores do que o outro apenas que neste momento fomos capazes de superação das dificuldades. O vencedor deve ser magnânimo com seu oponente, pois a verdadeira grandeza está em saber que nenhuma batalha nos torna invencíveis.