Que nem tudo é glamour, isso eu já comentei por aqui. Mas, afinal, por que contratar um arquiteto? É tão importante assim ter alguém para projetar e acompanhar uma obra se temos pedreiros, eletricistas, encanadores, marceneiros — todos especialistas em suas áreas?
Pois bem, sou Marie, arquiteta, e convivo diariamente com clientes e profissionais, acompanhando a execução de belos projetos em nossa marcenaria. Quero compartilhar minha percepção sobre isso. Inclusive, estou passando por essa experiência na minha própria casa: projetando para mim mesma, nem sei por onde começar! Entendo tecnicamente de móveis, mas não tenho o lado criativo tão aflorado e nem domino todos os conhecimentos necessários para uma reforma, como o planejamento do cronograma.
Quando alguém decide construir uma casa, por exemplo, precisa tomar inúmeras decisões: onde será o terreno? Qual a melhor posição para a casa? Qual será o estilo arquitetônico? Quais ambientes são necessários? O que vai em cada um deles? Como serão os móveis, os pisos, as cores e os pontos de tomada?
São muitas escolhas para discutir já no briefing. Nem sempre temos as respostas na ponta da língua: às vezes, nem conhecemos nossas próprias preferências; em outras, aquilo que achamos bonito não cabe no orçamento ou o prazo de entrega não atende à nossa necessidade.
É aí que o arquiteto mostra seu valor. Ele interpreta os gostos do cliente, ajuda a adequar as escolhas ao orçamento, filtra as opções disponíveis no mercado e apresenta alternativas mais assertivas. Também recomenda prestadores de serviço e integra produtos, profissionais e etapas para que tudo funcione em conjunto , para que o cliente tenha menos preocupações.
Quando falamos de interiores, muitas pessoas nos procuram imaginando que o trabalho será apenas projetar os móveis. Mas nunca é só sobre a marcenaria! Ao desenvolver um projeto, muitas vezes precisamos rever pontos elétricos, iluminação e layout, definir eletrodomésticos e acessórios e entender onde ficarão as panelas, as taças e cada objeto do dia a dia.
E o trabalho não termina no projeto: ainda é preciso levantar e comparar orçamentos, avaliar fornecedores e escolher a melhor opção para cada necessidade. Foi por isso que hoje deixamos o criativo para quem é bom, e ficamos com a execução técnica.
Você já tinha pensado em todas essas responsabilidades e decisões? Talvez contratar um arquiteto não seja ter alguém que decida tudo por você, mas alguém que transforme tantas escolhas em um plano possível e coerente, fazendo com que todas as partes conversem e trabalhem juntas.
Mas me conta: você já tem um arquiteto para chamar de seu?
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