O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (25) que nunca havia presenciado uma mobilização popular como a que acompanhou durante a campanha do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Antes de sair de casa, no bairro Alto de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, para votar, o presidente conversou com apoiadores e jornalistas e fez críticas ao adversário Flávio Bolsonaro (PL).

Aos 80 anos, Lula destacou que participa da política há cinco décadas e acompanha campanhas presidenciais desde 1989. Segundo ele, as manifestações de apoio registradas durante a campanha foram diferentes de tudo o que já havia presenciado.

O presidente mencionou atos realizados em estados como Bahia, Pernambuco, Maranhão, Pará e Minas Gerais. Também ressaltou a mobilização na Avenida Paulista, em São Paulo, no sábado (24), que, segundo ele, reuniu um grande número de participantes.

Emocionado com as manifestações, Lula afirmou que iria votar agradecido pelo apoio recebido dos eleitores. O presidente seguiria para São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde votaria.

Na conversa com jornalistas, Lula também atacou Flávio Bolsonaro e o acusou de mentir durante a campanha. O petista disse acreditar que os eleitores não escolherão um candidato que, em sua avaliação, não fala a verdade.

Disputa acirrada

O segundo turno da eleição presidencial ocorre neste domingo, com votação das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Lula disputa um novo mandato contra o senador Flávio Bolsonaro, em uma eleição marcada pelo equilíbrio nas pesquisas divulgadas às vésperas da votação.

Levantamentos da Quaest e do Datafolha, publicados no sábado (24), apontaram Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. Os resultados indicavam empate técnico, considerando a margem de erro das pesquisas.

No primeiro turno, o senador do PL terminou à frente do atual presidente. Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, uma diferença de 1,87 ponto percentual.

Mudanças na campanha após o primeiro turno

Depois do resultado da primeira etapa da eleição, Lula classificou a campanha como a mais desorganizada de sua trajetória política. Na sequência, promoveu mudanças na coordenação nacional, incorporando três lideranças nordestinas: o senador Camilo Santana (PT-CE), o senador eleito Rui Costa (PT-BA) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI).

A comunicação digital também passou por alterações. O presidente se reuniu com influenciadores e parlamentares recém-eleitos com experiência nas redes sociais, entre eles a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG).

Lula, que já havia declarado não gostar de usar o celular nem de fazer selfies, passou a gravar vídeos nesse formato e a enviar mensagens de voz para apoiadores em grupos de aplicativos.

Outro destaque foi o canal Exército do Lula, no WhatsApp, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O grupo, que reúne mais de 10 milhões de seguidores, organizou ações de mobilização nas redes sociais.

No Congresso Nacional, uma das principais iniciativas citadas no período foi a aprovação, pelo Senado, de uma proposta de emenda à Constituição relacionada ao fim da escala de trabalho 6×1, com dois dias de descanso semanal sem redução salarial. A medida é uma das bandeiras defendidas por Lula.

Na área econômica, o governo também anunciou redução de impostos sobre a gasolina, um pacote de renegociação de dívidas tributárias de microempreendedores individuais (MEIs), com previsão de R$ 12,6 bilhões, e a promessa de ampliar o programa Pé-de-Meia para estudantes universitários.

The post Antes de votar em SP, Lula diz nunca ter visto mobilização popular semelhante  appeared first on OCP News | As melhores notícias e histórias de Santa Catarina.