O aumento das chuvas e da umidade pode favorecer o aparecimento do caramujo-africano em Gaspar (SC), principalmente em quintais, jardins e terrenos com vegetação, folhas, entulhos e outros materiais acumulados.
Diante do cenário, a Secretaria de Saúde reforçou as orientações para identificação, coleta e descarte do animal. O caramujo-africano não é venenoso, mas pode hospedar duas espécies de vermes capazes de provocar doenças graves em seres humanos.
Entre os sintomas associados à contaminação estão dores abdominais, febre prolongada, vômitos e até paralisia do sistema nervoso. A transmissão pode ocorrer pelo consumo de alimentos que tiveram contato com o molusco e não foram higienizados corretamente. O contato direto com o animal também deve ser evitado.
A principal recomendação é não pegar os caramujos com as mãos desprotegidas. A coleta deve ser feita com luvas de borracha ou outro tipo de proteção. Os ovos encontrados no local também precisam ser retirados para evitar a continuidade da reprodução.
Segundo a Vigilância Ambiental, a busca pelos animais deve ser feita com frequência e pode abranger residências, áreas agrícolas, capoeiras, bordas de mata e brejos.
Durante a coleta, a orientação é não comer, beber ou fumar. Caso a pessoa toque acidentalmente no caramujo, deve lavar as mãos imediatamente com água e sabão.
Como fazer o descarte
Após a coleta, os caramujos devem ser colocados em um balde com água e água sanitária e permanecer no recipiente até a decomposição. Depois disso, podem ser colocados em sacos plásticos e descartados no lixo comum.
As conchas precisam ser quebradas antes do descarte. O procedimento pode ser feito com um martelo ou pisando sobre elas com calçado fechado, como tênis ou botas.
Outra medida recomendada é manter terrenos e quintais limpos. A retirada de entulhos, folhas e outros materiais acumulados reduz os locais que podem servir de abrigo para os animais.
A Vigilância Ambiental também lembra que a eliminação dos caramujos encontrados em propriedades particulares é responsabilidade do dono do imóvel.
Agentes de endemias têm feito orientações aos moradores e distribuído materiais com informações sobre identificação, coleta, manejo e descarte dos caramujos e dos ovos.
A Secretaria de Saúde destaca ainda que o trabalho desses profissionais não se restringe ao combate ao Aedes aegypti. Os agentes também orientam a população sobre outros animais e situações que podem oferecer riscos à saúde.
Moradores com dúvidas podem entrar em contato com a Vigilância Ambiental pelo telefone (47) 3091-2100.


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