A rede de lojas de brinquedos Ri Happy entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. A iniciativa foi apresentada à Justiça de São Paulo e envolve seis empresas do grupo, incluindo a PBKids.
O pedido faz parte de um plano de reestruturação financeira da companhia, que busca reorganizar seus compromissos com bancos, fornecedores e outros credores. Segundo informações divulgadas pela empresa, as dificuldades financeiras estão relacionadas aos efeitos da pandemia, aos juros elevados, à redução do consumo e ao aumento da concorrência no comércio eletrônico.
A varejista já conseguiu a adesão de credores responsáveis por R$ 308,8 milhões em dívidas, o equivalente a 42,38% dos valores incluídos no plano. A empresa precisa ampliar esse apoio para alcançar o percentual necessário à aprovação da proposta.
Entre os fatores que pressionam as contas da rede estão os custos do endividamento e a disputa com plataformas internacionais de vendas, como Shopee e AliExpress, que oferecem produtos a preços competitivos. A empresa também aponta dificuldades para manter suas margens de lucro diante das mudanças no comportamento dos consumidores.
A crise financeira ocorre menos de dois meses depois de a BluSun Capital Partners assumir o controle integral do grupo, em uma operação anunciada em agosto de 2026. Com a mudança, Héctor Núñez retornou à presidência da companhia, que iniciou uma revisão de custos e ajustes na estrutura corporativa.
Apesar do pedido de recuperação extrajudicial, a Ri Happy informou que as lojas físicas e os canais de venda pela internet continuam funcionando normalmente. A empresa pretende manter as operações e se preparar para períodos importantes do comércio, como a Black Friday e o Natal.
A recuperação extrajudicial permite que uma empresa negocie diretamente com seus credores um plano para reorganizar as dívidas, que posteriormente pode ser submetido à homologação judicial. O objetivo é buscar condições de pagamento compatíveis com a situação financeira do negócio e preservar a continuidade das atividades.
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