Os Estados Unidos preparam o deslocamento de drones militares para a América do Sul em meio à decisão do governo Donald Trump de ampliar as operações contra o narcotráfico e o terrorismo na região. Entre os equipamentos estão drones MQ-9 Reaper, atualmente empregados em operações na África.
O movimento ocorre poucos dias depois de o governo americano criticar a atuação do Brasil no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Em documento enviado ao Congresso dos EUA, Trump afirmou que o governo brasileiro não tem conseguido enfrentar as duas organizações, classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras.
Segundo a avaliação americana, as facções brasileiras teriam contribuído para transformar o país em um centro dos fluxos internacionais de cocaína. O documento defende que o Brasil adote medidas mais duras para impedir o avanço dos grupos.
Apesar das críticas, o Brasil não foi incluído pelos EUA entre os países considerados grandes produtores ou pontos de trânsito de drogas ilícitas. O governo brasileiro também contestou a avaliação americana e afirmou que vem adotando medidas de combate ao crime organizado e ampliando a cooperação internacional.
A designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA ocorreu em maio, com entrada em vigor em junho deste ano. A medida ampliou os instrumentos disponíveis às autoridades americanas para atingir integrantes e estruturas ligadas às duas facções.
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