A história dos 65 anos da WEG também é a história de uma das maiores transformações econômicas e sociais de Jaraguá do Sul. Quando a empresa foi fundada, em 1961, o município ainda tinha uma economia mais ligada à agropecuária. A indústria começava a se consolidar e, nos anos seguintes, mudaria o ritmo de crescimento da cidade.

A WEG surgiu em um período de expansão do setor industrial. Ao lado dela, empresas como Urbano, fundada em 1960, Marisol, em 1964, e Malwee, em 1968, passaram a integrar um cenário que já contava com nomes tradicionais como Marcatto e Max Wilhelm, de 1923; Duas Rodas, de 1925; Malharia Marquardt, de 1937; Menegotti, de 1940; e Kohlbach, de 1945.

Nesse processo, a WEG ganhou dimensão rapidamente e passou a exercer um papel de destaque na transformação econômica do município.

Foto: Divulgação/WEG

Uma população que mais que dobrou

Os números ajudam a dimensionar o impacto da industrialização. Em 1960, Jaraguá do Sul tinha 23.538 habitantes. Duas décadas depois, em 1980, eram 48.534, um crescimento de mais de 100%.

A expansão das indústrias foi um dos principais fatores dessa mudança. A oferta de empregos atraiu trabalhadores de outras cidades e estados, fazendo com que a população aumentasse em poucos anos. E o efeito não ficou restrito aos postos de trabalho dentro das fábricas.

O crescimento industrial movimentou o comércio e ampliou a demanda por prestadores de serviços, transportadores, fornecedores, construção civil e outros setores. Ao mesmo tempo, a população urbana cresceu e o número de pessoas ocupadas na indústria chegou a triplicar.

A WEG estava no centro desse movimento. Em 1976, a empresa já empregava 1.550 pessoas. Apenas quatro anos depois, esse número saltou para 3.542 colaboradores. Naquele período, a companhia também alcançou a posição de maior produtora de motores da América Latina.

A cidade precisou crescer junto

Foto: Divulgação/WEG

O avanço da indústria trouxe uma consequência direta: Jaraguá do Sul precisou se preparar para uma população cada vez maior.

A abertura e ampliação de ruas, a criação de escolas, postos de saúde e centros de educação infantil passaram a fazer parte das necessidades de uma cidade que crescia em ritmo acelerado. A transformação não era apenas econômica. O perfil urbano e social do município também começava a mudar.

A WEG participou desse processo não somente como empregadora, mas também na formação dos profissionais que sustentariam a expansão industrial. Em 1968, criou o CENTROWEG, contribuindo para a qualificação da mão de obra em uma época em que a cidade ainda precisava ampliar a oferta de profissionais preparados para as novas demandas da indústria.

Um impacto que foi além da fábrica

O crescimento da WEG também fortaleceu uma cadeia econômica que ultrapassava seus próprios limites. Mais empregos significavam mais consumo, novos negócios e maior circulação de recursos dentro do município. A presença de uma grande indústria também ajudou a consolidar Jaraguá do Sul como destino para trabalhadores e investimentos.

Ao longo das décadas, essa influência se estendeu para outras áreas. A empresa passou a apoiar iniciativas ligadas à educação, cultura, esporte e entidades da comunidade, ampliando sua participação na vida do município.

A WEG cresceu a partir de Jaraguá do Sul, mas seu crescimento também ajudou a mudar a cidade. A empresa acompanhou, e foi parte importante, da passagem de um município de pouco mais de 23 mil habitantes para um dos principais polos industriais de Santa Catarina.

 

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