Na tragédia Medeia, de Eurípides, uma mulher abandonada, sem pátria e sem apoio, transforma seu sofrimento em uma sequência de atos extremos. A história, escrita há mais de dois mil anos, nos provoca a refletir sobre o vazio emocional, o abandono e as consequências de crises que não encontram acolhimento.

Antes de atribuir tragédias a diagnósticos ou explicações isoladas, é importante reconhecer a complexidade do ser humano e a necessidade de dar nome aos próprios sentimentos. As crises fazem parte da vida, mas seus efeitos também dependem da constituição psicológica de cada pessoa e da presença de uma rede afetiva e de apoio. Reconhecer o sofrimento é um passo fundamental para não enfrentá-lo sozinho.

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