Espaço nasce da ideia de que o habitar é construído por tudo aquilo que vivemos
Em sua quinta participação na CASACOR SC, a Arquiteta Samira Mussi apresenta a Casa Acervo, um espaço que dialoga com o tema da mostra nesta edição, Mente e Coração, encontrando no morar um lugar de reconexão: um espaço onde aquilo que vivemos no mundo encontra acolhimento, significado e pertencimento.

Samira explica que ao longo da vida, reunimos muito mais do que objetos. Somos um acervo de histórias, lugares, arte, encontros, escolhas e caminhos percorridos. Experiências que nos atravessam, transformam quem somos e passam, de alguma maneira, a habitar conosco. Assim nasce a Casa Acervo, uma leitura expandida do morar, que integra estar, jantar, dormitório e closet em uma mesma experiência. Concebido em parceria com a Top Car, o ambiente incorpora a Range Rover Sport à arquitetura, retirando o automóvel do lugar convencional da garagem para apresentá-lo como ícone de design e extensão do habitar. Arquitetura, arte, design, natureza e movimento coexistem em um espaço pensado para contar histórias e refletir a identidade de quem o habita.
Aqui a arquiteta vai além do espaço delimitado pelas paredes, fazendo com que as fronteiras entre dentro e fora, movimento e permanência, razão e sensibilidade se dissolvam.
“Entre matéria e memória, força e acolhimento, arte e movimento, criei um espaço construído não apenas por aquilo que possuímos, mas por tudo aquilo que vivemos. Porque, no fim, nosso maior acervo não está nas coisas que guardamos. Está nas experiências que carregamos — e naquilo que elas transformam em nós”, pontua.


Em 250 m² Samira traz ao público uma casa como um acervo de experiências. Não apenas uma coleção de objetos, mas a reunião daquilo que carregamos depois de cada viagem, encontro, escolha e caminho percorrido.
A Casa Acervo parte da compreensão de que a identidade de uma casa não é construída de uma única vez. Ela se forma em camadas, por meio da arte, do design, das memórias, dos objetos afetivos, dos lugares vividos e das experiências de quem a habita.
Por isso, o ambiente incorpora também referências pessoais de Samira Mussi. Objetos de seu próprio acervo, alguns presentes há anos em seus projetos, convivem com arte, design brasileiro, cristais e outras peças selecionadas para o espaço. O vinho também faz parte desse repertório afetivo, relacionado à história familiar da arquiteta e às memórias de encontros e convivência.

É nesse contexto que se estabelece a parceria com a Top Car. A Range Rover Sport representa movimento, tradição e liberdade — a possibilidade de partir, descobrir novos lugares e retornar carregando emoções, recordações e novas histórias para esse acervo.
No fim, o projeto parte de uma ideia essencial: nosso maior acervo não está apenas nas coisas que guardamos, mas nas experiências que carregamos e naquilo que elas transformam em nós.
Para o projeto Samira Mussi trouxe uma paleta de cores variadas, que nasce das próprias nuances da pedra natural Amazonas, um dos elementos de maior presença no projeto. Seus veios transitam entre verdes profundos, rosados, cinzas, off-white e preto, e essas tonalidades orientam a composição cromática do restante do ambiente.

Verde, rosa suavizado, cinza, preto, off-white e caramelo aparecem em diferentes intensidades. O verde ganha maior presença no mobiliário e nos tapetes, enquanto os tons neutros estruturam a base arquitetônica e permitem que arte, design e objetos se destaquem.
– A intenção foi criar uma atmosfera sofisticada, acolhedora e sensorial, evitando uma composição excessivamente uniforme. Assim como um acervo é formado por diferentes peças e histórias, a paleta também se constrói por camadas, contrastes e aproximações, disse Samira.
Além da pedra natural, ela apostou no MDF amadeirado escuro, painéis em tons de cinza, metais pretos, vidro, espelhos, tecidos e texturas naturais e o piso cimentício contínuo para complementar a base arquitetônica.



No teto, a laje e as instalações aparentes recebem pintura e passam a integrar a linguagem do projeto, reforçando o contraste entre uma arquitetura mais bruta e a delicadeza dos demais materiais e texturas.
Os espelhos, elemento recorrente na linguagem de Samira Mussi, aparecem em diferentes pontos para ampliar perspectivas, criar profundidade e provocar jogos de reflexos ao longo do percurso.

O paisagismo, distribuído pelo espaço por meio de vasos e folhagens, aproxima a natureza do interior e acrescenta vida e movimento à composição.
Para o mobiliário, a arquiteta reuniu diferentes nomes do design, reforçando a ideia de um acervo formado por peças autorais, diferentes linguagens e materialidades.
Objeto e designer:
· Sofás: Sofá Anaconda, de Pedro Mendes, em couro branco; Sofá Kalós, de Jayme Bernardo, em couro verde.
· Mesas de centro: Mesa de Centro Aramada, de Marcus Ferreira; Mesa de Centro Água, de Domingos Totora.
· Mesas l

