O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,70% em setembro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (25). O resultado ficou acima da expectativa do mercado, que projetava avanço de cerca de 0,53%.
Com o resultado, o índice acumula alta de 3,82% no ano e de 4,47% nos últimos 12 meses. Em agosto, o IPCA-15 havia registrado queda de 0,40%.
O grupo Habitação apresentou a maior pressão sobre o índice, com alta de 2,07%. O principal fator foi a energia elétrica residencial, cuja tarifa aumentou 7,42% em setembro. No mês anterior, a conta de luz havia recuado 6,25%, influenciada pelo Bônus de Itaipu.
Também permaneceu em vigor em setembro a bandeira tarifária amarela, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
No grupo Transportes, a alta foi de 0,60%. As passagens aéreas subiram 9,82%, enquanto os combustíveis avançaram 0,22%. Entre eles, a gasolina teve aumento de 0,30% e o gás veicular, de 1,56%. Na contramão, o óleo diesel caiu 0,78% e o etanol recuou 0,22%.
Os preços dos alimentos também subiram. O grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 0,40%, com destaque para o tomate, que ficou 20,76% mais caro, o arroz, com aumento de 2,39%, e as carnes, que subiram 1,30%.
A alimentação fora de casa avançou 0,44% no período. O preço das refeições aumentou 0,38%, enquanto os lanches tiveram alta de 0,44%.
Todos os nove grupos pesquisados pelo IPCA-15 apresentaram variação positiva em setembro. Além de Habitação, os maiores avanços foram registrados em Despesas Pessoais (0,96%), Transportes (0,60%), Artigos de Residência (0,55%) e Comunicação (0,54%).
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