Sete lagartas nasceram dentro do CEI Nazaré e, por algum tempo, viraram parte da rotina das crianças. Dia após dia, os alunos acompanharam cada mudança até o momento em que as borboletas puderam ser soltas na natureza.
A experiência fez parte do projeto Observatório dos Insetos, inspirado nos estudos do naturalista Fritz Müller. A proposta colocou as crianças em contato direto com insetos, plantas e diferentes elementos do meio ambiente, misturando pesquisa, observação e atividades práticas.
Tudo começou depois de uma visita à Trilha do Tatu. A curiosidade levada de volta para a sala de aula abriu caminho para novas descobertas e também para uma aproximação com a história científica de Blumenau.
A turma conheceu o Museu Fritz Müller e construiu hotéis para insetos. Um deles foi entregue ao próprio museu. As abelhas também ganharam espaço nas investigações. Um apicultor visitou a instituição e mostrou às crianças os equipamentos usados no manejo das colmeias.
Teve até degustação. Os alunos provaram mel, prepararam um bolo e recorreram a lupas e a uma mesa de luz para enxergar de perto detalhes que normalmente passam despercebidos.
O projeto também mostrou que insetos e plantas vivem relações bem mais próximas do que parecem. As crianças plantaram Lantana e conheceram a parceria entre a embaúba e a formiga-embaúba, que encontra abrigo no caule oco da planta.
Depois, mãos pequenas entraram em ação mais uma vez. Com argila e barro vermelho, os alunos construíram um formigueiro.
Para a secretária de Educação, Simone Probst, atividades desse tipo aproximam o conteúdo escolar da natureza e da ciência produzida na própria cidade. “Projetos como o Observatório dos Insetos permitem que as crianças aprendam relacionando o que encontram na natureza com os conhecimentos trabalhados na escola. Ao conhecerem os estudos de Fritz Müller e explorarem diferentes espécies, plantas e ambientes, elas também entram em contato com uma parte importante da história e da ciência produzidas em Blumenau”, diz.
O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Robson Tomasoni, também destaca a importância de apresentar o legado de Fritz Müller ainda na infância.
“É de extrema importância que as crianças continuem conhecendo o trabalho desenvolvido por Fritz Müller e sua contribuição para a ciência. É uma felicidade ver que esses conhecimentos estão sendo trabalhados em sala de aula desde cedo, despertando a curiosidade, o interesse pela natureza e a consciência sobre a importância de preservar o meio ambiente”, afirmou.
Entre lagartas, abelhas, formigas e plantas, o Observatório dos Insetos transformou a natureza em sala de aula. E, para aquelas crianças, olhar um pequeno inseto já não é mais a mesma coisa.
O post De lagartas a borboletas: alunos viram “pequenos cientistas” em Blumenau apareceu primeiro em OBlumenauense | Notícias de Blumenau e do Vale do Itajaí.
