A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação do segundo turno provocou constrangimento entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (25). Apesar do impasse, integrantes da Corte descartam a possibilidade de um eventual “terceiro turno” das eleições.
Segundo a CNN Brasil, ministros do TSE consideraram que a determinação do STF criou uma situação delicada porque foi tomada quando o horário regular de votação, às 17h, já havia terminado e diversas urnas estavam fechadas.
Zanin determinou inicialmente a extensão da votação até as 19h. Posteriormente, esclareceu que a medida valeria apenas para os locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas. As que já tinham encerrado os trabalhos não seriam reabertas, e os votos seriam computados normalmente.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, seguiu a orientação e determinou que as seções que permaneciam abertas continuassem recebendo eleitores até as 19h. O próprio tribunal confirmou que a eleição prosseguiria somente nos locais onde a votação não havia sido encerrada às 17h.
A situação provocou relatos de incerteza entre mesários. Em algumas seções, as urnas já haviam sido desligadas, os boletins impressos e os equipamentos lacrados quando a decisão foi divulgada. Em outros locais, a votação permaneceu aberta.
Ministros descartam “terceiro turno”
Apesar do desconforto provocado pela decisão, ministros do TSE ouvidos pela CNN descartaram a possibilidade de o episódio levar a um “terceiro turno” ou, por si só, comprometer a validade da eleição.
Os integrantes da Corte avaliam, no entanto, que questionamentos jurídicos relacionados ao episódio poderão ser apresentados posteriormente pelas campanhas.
A totalização e a divulgação dos resultados foram suspensas pelo TSE e devem ser retomadas após as 19h.
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