Essa constatação tem sido apresentada por diversos segmentos empresariais, em retrospectiva ao avanço acumulado no ano e ao levar em consideração os eventos políticos recentes. Ainda que o cenário atual seja de retração, o fim de não promete manter-se positivo.
Dados apresentados por entidades, como a FIESC – Federação das Indústrias de Santa Catarina, tem mostrado que a projeção da economia catarinense tem tendência a fechar de modo controlado em 2026, permanecendo o PIB Catarinense acima da média nacional, ou seja, mantendo-se próximo a 2% de crescimento.
Isso somado à ótimos índices de segurança, saúde e educação, colocam o Estado e, em especial, a região de Jaraguá do Sul, como um polo atrativo de investimentos e receptor de migrantes em busca de novos ares e oportunidades.
O cenário em si, já há alguns anos, é favorável, mas carrega uma preocupação que é pertinente: o crescimento com a sustentabilidade, que vai desde questões urbanas e ambientais até a gestão pública e os reflexos culturais – portanto, uma grande gama de reflexos complexos e interligados.
Vem à mente, com isso, a pergunta: será que estamos preparados para continuar crescendo?
As políticas públicas nascidas em décadas passadas não previram, como não podiam prever de forma alguma, grandes eventos ocorridos como a Pandemia do Coronavírus, as mudanças bruscas fiscais, tributárias e trabalhistas, assim como os reflexos de eventos mundiais como guerras intermináveis e conflitos que interferem nos eixos econômicos internacionais.
Local e regionalmente, tem-se que atuar com prevenção é planejamento. Uma atuação conjunta, como a vista nos últimos tempos por conta dos festejados 150 anos de Jaraguá do Sul, estreitara laços, possibilitou colaborações e viabilizou desenvolvimento, tanto do público quanto do privado e entre si.
O crescimento urbano acentuado e seus desdobramentos ambientais, têm sido uma das questões olhadas com cuidado, pois ao mesmo tempo que traz desenvolvimento, exige investimentos, novas normas, técnicas e jurídicas e atenção redobrada nas concepções futuras.
Novos traçados, ideias e procedimentos precisam ser recebidos e testados, pois tecnologias e processos inovadores surgem todos os dias, carecendo de ambientes ativos e receptivos para frutificarem. Para tanto, os fundamentos jurídicos e técnicos envolvidos devem prever a admissão e implantação destas possibilidades e gerar oportunidades, resguardando direitos e gerando segurança e tranquilidade para os pioneiros e para quem aqui já está estabelecido.
O cidadão deve ser respeitado e valorizado, assim como a economia e gestão que viabilizam as condições ideias de crescimento. Muito temos a desenvolver, com sustentabilidade e bom senso e colaborando, ainda mais, para o crescimento que está por vir.
Por
Dr. Frederico Carlos Barni Hulbert
OAB/SC nº 17.208
E-mail: fredericohulbert@gmail.com
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