A draga que fará o desassoreamento do Rio das Ostras já está no canteiro de obras, no Bairro da Barra, em Balneário Camboriú. O equipamento chegou na segunda-feira (21), mas ainda passará por uma série de preparativos antes de entrar em funcionamento. A previsão é de que a dragagem comece em aproximadamente 20 dias, dependendo das condições do tempo e do andamento dos trabalhos.

Antes de colocar a draga em operação, as equipes precisam concluir a preparação do terreno e das estruturas que receberão os sedimentos retirados do rio. Também estão previstas a instalação das tubulações ligadas ao equipamento, serviços ambientais, testes e outros ajustes técnicos.

Segundo o diretor-presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), Auri Pavoni, a chegada do equipamento marca uma nova etapa da obra.

“A chegada da draga representa mais um avanço importante na mobilização da obra. Agora, as equipes estão concentradas na estabilização do terreno e na conclusão das estruturas que receberão o material retirado do rio. Também teremos a supressão vegetal autorizada, a montagem dos mangotes, que são as tubulações ligadas à draga, e os ajustes técnicos necessários antes do início da operação. Assim que essas etapas forem finalizadas, a dragagem ganhará um ritmo muito mais ágil e perceptível”, afirmou.

Como será feita a dragagem

No canteiro estão sendo construídas estruturas provisórias, chamadas ensecadeiras, que servirão para receber e permitir o desaguamento dos sedimentos retirados do fundo do Rio das Ostras.

A operação será feita por sucção e recalque. A draga retira o material acumulado no leito e o transporta pelas tubulações até essas áreas. Ali, a água será drenada e, depois da secagem, os sedimentos serão carregados em caminhões e levados para uma área licenciada.

As chuvas dos últimos dias interferem nesta fase da obra, já que o solo precisa estar estabilizado para que as estruturas possam receber com segurança o material retirado do rio.

Obra de R$ 2,44 milhões

O desassoreamento tem investimento de R$ 2,44 milhões e é gerenciado pela Emasa. A parte ambiental está sob responsabilidade da Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental, enquanto a dragagem será executada pela BMB Comércio e Serviços Ltda.

A intervenção abrange o trecho entre as pontes das ruas Adaci Santos Gomes, nas proximidades do CEM Dona Lili, e Emanuel Rebelo dos Santos, em frente à Escadaria dos Pescadores.

Além da retirada dos sedimentos, o projeto prevê a instalação de gabiões em pontos das margens atingidos por processos de erosão. O monitoramento ambiental começou antes mesmo da obra, com análises da água e dos sedimentos, e deverá continuar durante os trabalhos e pelos cinco anos seguintes.

O curso do Rio das Ostras não será alterado. A intervenção busca aumentar a capacidade de escoamento do rio e reduzir os episódios de transbordamento e alagamentos registrados na região em períodos de chuva intensa.