O Partido NOVO protocolou o pedido de cassação da chapa Lula-Alckmin e diz não reconhecer a eleição, por conta de um suposto crime de abuso eleitoral. Dos 30 partidos registrados no TSE, 27 reconheceram a reeleição de Lula (PT) no 2.º turno, incluindo o PL, de Flávio Bolsonaro.
O NOVO é o único a questionar o resultado junto ao TSE, tendo como base uma série de medidas praticadas pelo Governo Federal que o partido entende por eleitoreiras.
Único deputado estadual eleito, Odair Tramontin endossou as teorias da direção nacional. Em vídeo gravado no oeste catarinense, onde nasceu, disparou contra o resultado.
“Foi mais suja que pau de galinheiro”, disse Tramontin, promotor público aposentado, com 35 anos de atuação junto do Poder Judiciário. Disse que “usaram a máquina pública para ganhar a eleição”, acusando a chapa de Lula de estelionato eleitoral.
Tramontin, que assumirá seu primeiro mandato eletivo, disse que o Novo não questiona o resultado da eleição com teses “conspiratórias”. E deixou um questionamento que chama a atenção até pela experiência nos tribunais que teve como promotor.
“Acham que o juiz do jogo é deles”, disse, cobrando rigor ao Tribunal Superior Eleitoral. Nesta eleição, o TSE é presidido por Kássio Nunes Marques, com André Mendonça de vice. Os dois indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que em 2022, assim como o filho Flávio hoje, também não reconheceu.
O partido Novo teve candidato à Presidência da República nesta eleição. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez 0,27% dos votos válidos no primeiro turno, 326.488 votos, ficando em sexto lugar entre os concorrentes. Naquela votação, Flávio Bolsonaro (PL) fez mais de 56 milhões de votos e Lula, 53.879.538. No segundo turno, Lula fez 64.256.232 e Flávio, 59.826.041.
