Para alguns, a amizade começou em uma gincana. Para outros, veio acompanhada de um copo de chope e virou tradição. Na noite desta terça-feira (20/10/26), essas histórias se cruzaram no Setor 2 da Vila Germânica, onde 38 confrarias participaram da Noite do Stammtisch, durante a 41ª Oktoberfest Blumenau. Entre conversas, reencontros e brindes, o que não faltou foi motivo para celebrar.

Uma das turmas que marcou presença foi a Capitão Caverna. O grupo nasceu há 32 anos, quando amigos se juntaram para disputar a Gincana de Blumenau. O tempo passou, a confraria cresceu e os encontros foram muito além da competição. Hoje, são mais de 160 integrantes que mantêm a tradição de estar juntos.

“Das gincanas, passamos a participar também dos Stammtischs. Vir para a Oktoberfest é mais um momento de reunir os amigos. É bom porque assim podemos confraternizar com os outros grupos”, conta Osmar Lemes, conhecido como Paca.

Foto: Marcelo Martins

E se tem turma que leva o chope a sério, essa é a dos Tulipeiros. Desde 2009, a confraria participa do Stammtisch Blumenau e carrega uma ligação especial com a competição de chope em metro. Com cerca de 60 integrantes, o grupo tem até trilha sonora própria, composta pela banda Vox 3.

Mas, no meio de tantas histórias, o sentimento é praticamente o mesmo. Ruana Heinig, integrante dos BBBs, vê na Oktoberfest e no Stammtisch uma oportunidade de fortalecer os laços que resistem ao tempo. “É o momento de brindar a vida e a amizade”, resume.

Foto: Marcelo Martins

Uma tradição que saiu das mesas e ganhou as ruas

Muito antes de ocupar os espaços da Oktoberfest, o Stammtisch já fazia parte dos costumes germânicos. A ideia é simples: reunir pessoas ao redor de uma mesa para colocar a conversa em dia, dividir comida, bebida e bons momentos. Não à toa, o nome remete à expressão “mesa cativa” ou “mesa da tribo”.

Em Blumenau, esse costume ganhou espaço nas ruas em 1998, quando o Stammtisch passou a ser realizado na Rua 15 de Novembro. De lá para cá, a celebração conquistou seu lugar no calendário da cidade e virou ponto de encontro de confrarias que atravessam gerações.

Na Oktoberfest, a tradição encontrou mais um motivo para continuar. Porque, no fim das contas, o chope pode até ser a desculpa, mas são as amizades que fazem todo mundo voltar à mesa.

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