O governo de Donald Trump avalia aplicar novamente a Lei Global Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também estuda possíveis medidas contra outros integrantes da Corte. Entre os fatores analisados está a atuação do Judiciário brasileiro sobre plataformas digitais norte-americanas, como X, Meta, Google e Rumble.

A discussão ganhou força após investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que apontou prejuízos a empresas norte-americanas decorrentes de decisões judiciais brasileiras envolvendo remoção de conteúdos, suspensão de perfis, multas e bloqueios de plataformas. O órgão citou a suspensão do X, em 2024, e do Rumble, em 2025. Em julho, o governo Trump anunciou tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros e incluiu o tratamento dado às empresas de tecnologia dos EUA entre as justificativas.

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Novas medidas contra integrantes do STF já estariam em preparação no Departamento de Estado, mas ainda não há definição sobre quando seriam aplicadas. A avaliação dentro do governo norte-americano seria aguardar as eleições brasileiras, evitando que uma eventual sanção seja interpretada como interferência no processo eleitoral. Nesta semana, Eduardo Bolsonaro esteve em Washington para defender a retomada das sanções contra Moraes e apresentou às autoridades norte-americanas informações relacionadas ao caso Banco Master e à atuação do STF.

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