(FOLHAPRESS) – Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 44%.

Em relação ao levantamento da semana passada, Flávio oscilou negativamente 1 ponto dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, enquanto Lula manteve-se estável. O resultado segue indicando empate técnico

Votos em branco ou nulo somaram 9%, enquanto indecisos foram 2%.

Na pesquisa espontânea, quando não há apresentação dos nomes dos candidatos, os dois marcam empate em 40%. No entanto, o número de indecisos nesta categoria quase dobrou, chegando a 14%.

Foram entrevistadas 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, de sábado (17) a terça-feira (20). A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-08535/2026.

Esse é o segundo levantamento divulgado pela Quaest depois do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Na semana passada, Flávio tinha 46%, e Lula, 44% das intenções de voto.

Na pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (15), Flávio apareceu com 51% das intenções de votos válidos, contra 49% de Lula. Em votos totais, o senador do Rio marcou 47%, e o presidente, 45%; indecisos eram 2%, e brancos e nulos, 6%.

O senador terminou o primeiro turno à frente do presidente, com 47,03% a 45,15% dos votos válidos. Em busca de uma virada para reeleger Lula, a campanha do petista tem mobilizado eleitores em atos de rua e esforços nas redes sociais.

Apesar da desvantagem nas urnas, Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro em popularidade digital após o primeiro turno, segundo o IPD (Índice de Popularidade Digital), desenvolvido pela Quaest, e manteve a liderança após o debate promovido pela Band no domingo (18), marcado por acusações de corrupção e menções a familiares.

O petista cobrou do adversário explicações sobre o dinheiro pedido ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro, enquanto o postulante do PL questionou o rival sobre investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, levando Lula a formalizar na terça-feira (20) a proposta de abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e os de sua família se Flávio fizer o mesmo.

A reta final da campanha eleitoral também é marcada pela diferença no tratamento dado pela Meta, empresa de tecnologia americana dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, aos candidatos.

Na manhã última quarta-feira (14), como mostrou a coluna Mônica Bergamo, a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial da big tech, se recusava a criar imagens relacionadas a Lula, mas atendia às solicitações de gerar materiais de Flávio. A empresa tomou medidas, mas o chatbot continuou a responder aos pedidos à tarde e cessou a produção de materiais de ambos apenas no início da noite.

Na sexta-feira (16), reportagem da Folha de S.Paulo revelou que, em mensagens internas da Meta, funcionários da empresa admitiram restrições que prejudicaram as contas de Lula no Instagram. Em uma das mensagens, o funcionário da Meta Roberto afirma que a conta de Lula estava “limitada” em comparação à de Flávio e que isso seria negativo pela “alta chance” de haver ação jurídica.

A frase se refere a episódio do dia 9 de outubro, quando o perfil oficial de Lula ficou impossibilitado de impulsionar postagens feitas no feed do Instagram por quase 24 horas.