A segunda edição da Mostra Ancestralidades, projeto proposto por Analua Tillery, que reúne trabalhos de dança contemporânea atravessados por ancestralidade, memória, identidade, território e corporeidade, será apresentada no próximo dia 10, às 20h, no Teatro Municipal Bruno Nitz.

A programação desta edição apresenta quatro solos de dança de artistas de diferentes cidades do país, além de uma mostra de videodanças, formada por trabalhos selecionados por meio de chamada aberta nacional. 

A proposta é criar um espaço de encontro entre diferentes poéticas e experiências que dialogam com afro-brasilidades, culturas originárias e saberes ancestrais, compreendendo o corpo como lugar de memória, resistência, criação e transmissão de conhecimento.

Com direção e curadoria de Analua Tillery e Fernando Dalla Nora, a II Mostra Ancestralidades dá continuidade ao projeto iniciado em sua primeira edição, ampliando o encontro entre artistas, público e diferentes perspectivas sobre ancestralidade na cena contemporânea.

Artistas na programação de performances solo

Divulgação

Lena Silverman (Londrina/PR) apresenta SOU//L, obra que se constrói como um autorretrato e parte da pergunta “quem sou eu?”. A partir da linhagem e da conexão ancestral, o solo investiga as múltiplas formas que constituem o “eu”, atravessando identidade, luz, sombra, passado, presente e futuro.

Priscilla Pontes (Curitiba/PR) apresenta CHÃO DE DENTRO, trabalho que investiga memória, afeto e ancestralidade por meio de gestos íntimos, saias rodadas, voz e canções de autoria da artista. Em cena, corpo e saias tornam-se arquivos vivos de experiências e heranças culturais afro-diaspóricas, fazendo da dança um gesto de lembrança e reexistência.

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André Oliveira (Curitiba/PR) apresenta MARIMBONDO, solo desenvolvido a partir de uma pesquisa sobre a marronagem e suas formas de resistência cultural. A obra articula dança contemporânea, danças populares e elementos afro-brasileiros, aproximando experiência autoral, identidade e memória coletiva negra.

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Urubatan Miranda (Santana de Parnaíba/SP) apresenta NEGAÇA, obra que nasce do desejo de reconstruir a própria história a partir de pesquisas, registros, cantigas, rezas e relatos ligados à Tenda Espírita Pai Jacob, terreiro de Umbanda localizado em Campos dos Goytacazes (RJ). A cena recria poeticamente esse território, articulando corpo, religiosidade negra, memória e ancestralidade.

Mostra de Videodanças

A programação contará ainda com uma Mostra de Videodanças, formada por dez obras selecionadas por meio de chamada aberta nacional. Os trabalhos ampliam a presença da dança para o campo audiovisual e aproximam da Mostra outras geografias, corpos e modos de criação.

A relação completa das videodanças selecionadas e outras informações da programação serão divulgadas pelos canais do projeto.

Serviço

II Mostra Ancestralidades
10 de outubro de 2026, às 20h
Teatro Municipal Bruno Nitz
Balneário Camboriú – SC

Entrada gratuita
Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/ii-mostra-ancestralidades/3571436
Mais informações: Instagram @nucleocorporeo

A programação contará com interpretação em Libras e será realizada em espaço com infraestrutura acessível.

Classificação indicativa: 14 anos.

Proponente: Analua Tillery
Direção e curadoria: Analua Tillery e Fernando Dalla Nora
Produção: Núcleo Corpóreo