Dois leitores procuraram o Página 3 para reclamar da presença de cães na faixa de areia da Praia Central, em Balneário Camboriú, e cobrar fiscalização. Eles relatam que a proibição é desrespeitada mesmo com a sinalização instalada na orla e apontam situações em que tutores deixam de recolher as fezes dos animais.

O diretor da Fiscalização, Artur Gayer, consultado pela reportagem, afirmou que as equipes já atuam na praia e anunciou um reforço a partir de 6 de novembro, quando os fiscais temporários começam a trabalhar. Segundo ele, o efetivo chegará a 80 fiscais no total, e a presença de animais na areia estará entre os alvos das abordagens.

Um dos leitores afirma perceber um aumento no número de pessoas passeando com cães na praia. Na avaliação dele, o problema não se resume a visitantes que desconhecem a regra. “São sempre as mesmas pessoas, não são turistas desavisados. Mesmo com os banners sinalizando a proibição, não tem sido respeitada”, relatou. O leitor também disse não perceber fiscalização por parte da prefeitura.

O segundo morador, que vive há 30 anos na cidade e costuma caminhar diariamente, reclama principalmente das fezes deixadas na areia e pede mais regularidade nas abordagens. “Se é proibido, mantém a fiscalização”, cobrou.

A presença de cães, gatos e outros animais nas praias é proibida pela legislação municipal, com exceção dos cães-guia, conforme orientação da Secretaria de Turismo. A regra consta das informações oficiais sobre espaços pet friendly da cidade.

Fiscalização promete intensificar abordagens

Gayer afirmou que a questão envolve saúde pública e que haverá novas bandeiras para reforçar a informação sobre a proibição. 

“Vamos apertar muito na fiscalização de pets na praia”, disse.

Segundo o diretor, a maioria dos tutores recebe a orientação com educação e sai da faixa de areia. Nos poucos casos em que há resistência ou a abordagem se torna conflituosa, os fiscais solicitam apoio da Guarda Municipal.

Gayer relatou que, nas situações acompanhadas pela fiscalização, os responsáveis acabam cumprindo a ordem de retirada, inclusive após a chegada da guarda.

O diretor também apontou o descarte inadequado das fezes como uma das preocupações das equipes e pediu que os tutores escolham espaços destinados à convivência com os animais, como os dogs parks da cidade e estabelecimentos pet friendly.

Além das questões sanitárias, ele chamou atenção para o bem-estar dos próprios animais durante o verão, especialmente pelo contato com a areia quente.