(Divulgação) – E se a vida humana deixasse de obedecer ao roteiro habitual: infância, formação, trabalho, aposentadoria e velhice? Essa é uma das perguntas centrais de “Homo Longevus: o guia do longo prazo para o século 22”, de Luiz Paulo Foggetti. Mais do que discutir os avanços que podem ampliar a existência, o livro propõe uma reflexão sobre o que aconteceria com os conceitos que organizam a vida caso chegar aos 100 ou 120 anos deixasse de ser uma exceção.
A hipótese altera a própria relação com o tempo. Uma existência mais longa poderia significar novas profissões depois dos 60 ou 70 anos, diferentes configurações familiares, relacionamentos em múltiplos ciclos e a possibilidade de construir projetos que hoje parecem incompatíveis com a duração de uma única vida. Foggetti questiona, assim, algumas certezas sociais: por que uma pessoa deveria ter apenas uma carreira? Por que o amor precisaria seguir um único contrato por toda a existência? E o que significa se aposentar quando ainda pode haver décadas pela frente?
“Homo Longevus” olha para um problema menos evidente da longevidade: o que fazer com o tempo quando o tempo deixa de ser escasso? Ao abordar tédio e solidão, Foggetti desloca a discussão do corpo para a experiência humana. Viver mais não garante uma vida com mais sentido. A longevidade pode exigir novas formas de convivência, de participação social e de construção de propósito, em uma sociedade na qual indivíduos terão mais tempo para reinventar a própria trajetória.
A espiritualidade surge nesse cenário como outra fronteira. Se a humanidade passar a conviver com vidas muito mais longas, conceitos como eternidade, legado, envelhecimento e morte também podem ganhar novos significados. O autor dedica um capítulo às religiões, à espiritualidade do futuro e aos novos rituais, além de discutir a morte assistida e os dilemas éticos que podem surgir diante de uma existência prolongada. A pergunta deixa de ser apenas “quanto tempo podemos viver?” e passa a incluir “o que faremos com esse tempo?”
Com referências que atravessam geriatria, filosofia, economia, comportamento, relações humanas e espiritualidade, “Homo Longevus” não trata o futuro como uma promessa pronta. O próprio Foggetti ressalta que suas projeções têm como objetivo provocar reflexão e preparação, não oferecer certezas. A proposta é imaginar cenários antes que eles se tornem realidade e questionar se as instituições, os costumes e as próprias pessoas estão preparadas para uma sociedade na qual a velhice já não represente necessariamente o último capítulo.
No fundo, a provocação do livro é menos sobre conquistar anos e mais sobre redefinir o significado de uma vida longa. Se o século 22 permitir que uma pessoa atravesse mais de cem anos com autonomia para amar, trabalhar, mudar de ideia, começar de novo e construir novos vínculos, talvez a maior transformação não esteja na quantidade de anos, mas na maneira como entendemos a existência. “Viver 120 anos é uma expansão do ser, não do tempo”, resume o autor.
Sobre o autor:
Luiz Paulo Foggetti é engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP (Poli), com MBA pelo INSEAD, acumulando mais de 25 anos de experiência em gestão, estratégia e novos negócios.
Construiu uma sólida trajetória executiva internacional ao longo de 10 anos na multinacional Louis Dreyfus. No empreendedorismo, fundou e liderou a expansão da APTK Spirits, marca pioneira de coquetelaria engarrafada de alta qualidade no Brasil, cuja operação foi vendida com sucesso neste ano.
Atualmente, atua como autor e investidor com foco em economia da longevidade e comunicação audiovisual. É autor de obras de não ficção dedicadas a comportamento e transformações sociodemográficas — como Homo Longevus e outros combinando visão analítica, liderança executiva e pragmatismo na criação de novos mercados.
Serviço
Livro: Homo Longevus: o guia do longo prazo para o século 22
Autor: Luiz Paulo Foggetti (@luizfoggetti)
Disponível para compra através do link

