Nós somos o resumo de tudo o que até hoje nos entrou na cabeça e provocou admiração, inveja ou medos. Nascemos com o “quadro-negro” da cabeça sem nenhuma mensagem, mas… Bastou-nos abrir os olhos para que começássemos a ver e ouvir tanto o bom quanto o mau. Como escapar? Impossível. Os psicólogos milenares descobriram o chamado “período de molde”, o período de vida que vai do nascimento aos seis anos, mais ou menos. Os alicerces do nosso modo de pensar vêm desse tempo. Como vem, por exemplo, a importância da beleza. E o que é beleza? Beleza é uma invenção, uma padronização humana e social. Quem é bonita aqui entre nós é um diabo de feia lá adiante, em outras terras. E assim com tudo, não existe beleza senão a da alma, a do caráter. Estou nesta trilha porque acabei de ler uma notícia, vinda de Brasília, declaração de uma psicóloga sobre um momento especial por que passamos. Resumindo a declaração, que envolve um trabalho especial do Conselho Federal de Psicologia, é o seguinte: – “A exposição contínua à imagem de magreza externa gera um fenômeno disfuncional”. E essa imagem disfuncional está levando jovens, mais garotas que rapazes, ao suicídio. Claro, antes de tudo uma formidável carência educacional familiar, pais e mães omissos ou mesmo usuários de canetas emagrecedoras, a danação dos desinformados. Essas “canetas” são para uso médico e extremamente individuais, caso por caso e casos especiais, fora disso é autoengano dos que se acham barrigudos sem se dar conta de que feiura só existe na cabeça, por dentro. Sem esquecer das redes sociais que incentivam ao pior, jamais ao saudável, ao bom, ao ético. A orfandade de pais vivos, a desatenção das escolas diante do que de fato é bom e indispensável, a sociedade de valores puramente de aparência (haja vista os políticos) dá nisso que anda por aí, jovens se matando. O que é que prepondera neste mundinho sujo em que vivemos? Preponderam as mentiras, as falsas belezas e as felicidades artificiais. E quem mente e falsamente se exibe, antes de tudo está a mentir. Bom, não vamos longe, ontem num programa turístico na TV Canal Viagem, vi dezenas de ingênuos subindo de joelhos uma escada de uma igreja brasileira. Coitados dos dizimistas. Um perfeito autoengano.

DROGAS

Há muitos tipos de drogas, a começar pelo álcool. E por que tanta gente se droga, gente de todas as classes? Porque por dentro se sentem vazios, nulos, negações existenciais. As drogas anestesiam a consciência, é isso e por isso que tantos e tantos buscam refúgio nas drogas. Vidas vazias, nulas, olham-se fracassados no espelho da vida. Nada mais. Tudo o mais é desculpas frias. No caso dos jovens, os culpados básicos são os papais e mamães, omissos.

SAFADOS

Os homens que não se realizam como homens destratam, culpam ou batem nas mulheres. Trecho do livro “O príncipe”, de Maquiavel (1469/1527) italiano, filósofo, diplomata, isto e mais aquilo: – “A sorte é uma mulher, e é necessário, para subjuga-la, surrá-la e lutar com ela”. Imagino que baita homem era esse sujeito, mas… Fez herdeiros pelo resto da humanidade, pelo menos até hoje e até a hora em que as mulheres acordem…

FALTA DIZER

Os falsos bonzinhos vivem num plantão de 24 horas, e costumeiramente jogam contra as mulheres. Não tem cabimento alguém querer proibir o aborto. O aborto é parte da vida das mulheres, casos especiais e inevitáveis. Ou será que uma “boazinha” gostaria de ser estuprada e engravidar? Espelho, farsantes!

 

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