Aos 5 anos, Maitê Souza da Silva ainda convive com consequências de uma história marcada por prematuridade, internações e complicações de saúde. Ela nasceu com 32 semanas de gestação, enfrentou problemas respiratórios, infecções, convulsões e passou por diferentes períodos em unidades de terapia intensiva. Hoje, tem paralisia cerebral, deficiência visual e epilepsia.
Quem acompanha essa rotina de perto é a mãe, Ana Carolina Castro de Souza, moradora do bairro Fidélis, em Blumenau. Ela tem outras quatro crianças, com idades entre 4 e 13 anos, e uma das filhas, de 9 anos, também necessita de acompanhamento especial por estar no espectro autista, nível 2.
Agora, ela tenta vencer mais uma dificuldade: conseguir uma cadeira de rodas adequada e um par de órteses para a filha. Como o valor dos equipamentos está fora do alcance por recursos próprios, Ana Carolina iniciou uma campanha de Pix solidário.

A meta é arrecadar R$ 20.733. No material divulgado pela mãe, o valor arrecadado até então só tinha chegado a R$ 420,00. “Minha neném precisa muito de uma cadeira de rodas e um par de órteses”, conta Ana Carolina. Mais do que facilitar os deslocamentos, a mãe explica que a cadeira tem uma função importante na rotina e também na postura da menina.
Maitê já possui um andador, recebido por meio de uma ação social realizada pelo projeto Sonho em Viver com apoio de patrocinadores. O equipamento é utilizado durante as atividades de fisioterapia, como parte do processo para tentar desenvolver a capacidade de caminhar.

Por enquanto, porém, Maitê ainda não anda.
“Ela fica no andador para aprender a andar, só que ela não anda. Ela só senta”, explica a mãe. É justamente por isso que a cadeira de rodas se tornou tão necessária. Maitê está com cerca de 15 quilos e, conforme Ana Carolina, carregá-la no dia a dia está cada vez mais difícil.
A cadeira seria utilizada para levar a menina à escola, às consultas médicas e também dentro de casa. Ana Carolina explica que o equipamento permitiria, por exemplo, posicionar a filha de maneira adequada à mesa durante as refeições. “Para ela ir para a escola, para consulta, até para ficar em casa, para eu conseguir colocar ela na mesa para comer. A cadeira de rodas é essencial”, relata.
Sem o equipamento, segundo a mãe, Maitê acaba permanecendo grande parte do dia na cama. A preocupação é que isso possa trazer outras complicações físicas. Ana Carolina afirma que a filha já começa a apresentar um desvio na coluna e teme também problemas no quadril caso ela não consiga permanecer sentada corretamente.
“Ela precisa da cadeira de rodas para poder sentar da forma correta. Se não, ela vai acabar sendo prejudicada de várias formas”, diz. Maitê também é paciente dos cuidados paliativos do Hospital Santo Antônio, em Blumenau.
Nesse tipo de acompanhamento, a atenção não está apenas na doença, mas também no conforto, na qualidade de vida e nas necessidades da criança e da família durante o tratamento.

O histórico médico apresentado pela família ajuda a entender tudo o que a menina já enfrentou desde o nascimento. O laudo foi emitido pelo Hospital Santo Antônio, em dezembro de 2025, e assinado pelo pediatra Marcelo Rech de Faria.
Segundo o documento, Maitê nasceu prematura, com 32 semanas, e precisou permanecer em atendimento neonatal devido a desconforto respiratório e sepse, uma infecção que pode provocar uma reação grave no organismo.
Durante esse período também foi identificada uma retinopatia da prematuridade, problema que afeta a retina de alguns bebês que nascem antes do tempo e pode comprometer a visão. Maitê precisou passar por tratamento a laser nos olhos e posteriormente foi encaminhada para novo atendimento oftalmológico em Florianópolis.

Foi durante o retorno para Blumenau que ocorreu um dos momentos mais graves descritos no laudo. Maitê apresentou três episódios de parada cardiorrespiratória de difícil reversão durante o transporte. Depois disso, passou a ter convulsões de difícil controle, com crises durante três dias.
A menina permaneceu outros 17 dias em uma UTI neonatal em Florianópolis. Depois, retornou ao atendimento em Blumenau ainda necessitando de ventilação mecânica e ficou internada por mais 60 dias, dependendo também de oxigênio.
O documento registra ainda outras internações por problemas respiratórios. Em uma delas, Maitê teve um quadro grave de Covid-19 e precisou novamente de atendimento em UTI.
Ela também apresentou laringomalácia, alteração na região da laringe que pode dificultar a respiração, e chegou a utilizar traqueostomia. De acordo com o laudo, houve melhora nesse quadro e atualmente ela não utiliza mais o dispositivo. Mesmo assim, continua necessitando de cuidados constantes.
Agora, a prioridade da família está nos equipamentos que podem ajudar Maitê no dia a dia.
Um orçamento emitido em Blumenau no dia 29 de setembro de 2026 mostra que o par de órteses infantis, modelo SMO flex bilateral, custa R$ 1.750 à vista ou R$ 1.840 parcelado em até quatro vezes.
As órteses ajudam no posicionamento dos pés e das pernas. Já a cadeira de rodas deve dar suporte adequado ao corpo da menina e permitir que ela passe mais tempo sentada, participe da rotina da casa e possa ser levada com mais segurança para a escola, consultas e outros compromissos.
Para Ana Carolina, é justamente essa rotina aparentemente simples que está em jogo.
A campanha segue aberta para quem puder contribuir. As doações estão sendo recebidas por Pix, pelos dados divulgados pela própria família, e também podem ser feitas por meio do QR Code disponível no material da arrecadação.
DADOS PARA DOAÇÃO
Titular: Maitê Souza da Silva
Banco: Ailos — 085
Agência: 0101-5
Conta: 1284447-0
Tipo: Conta corrente
Pix: 15768763902
Informações: @anacapello_
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