Da inteligência artificial às compras pelas redes sociais, pesquisas revelam mudanças no comportamento do consumidor. Entenda o que está por trás dessas transformações e como empresas de diferentes tamanhos podem adaptar suas estratégias.
O consumidor encontra um produto no Instagram, procura avaliações, compara preços, pede uma recomendação à inteligência artificial e conversa com a loja pelo WhatsApp. Tudo isso pode acontecer antes de ele decidir comprar. Para as empresas, acompanhar esse caminho se tornou um dos desafios do marketing em 2026.
O dinheiro destinado à publicidade digital continua crescendo. Segundo o estudo Digital Adspend 2026, realizado pelo IAB Brasil em parceria com o Ibope, o setor movimentou R$ 42,7 bilhões no Brasil em 2025, crescimento de 12,7% em relação ao ano anterior.
O alcance também impressiona. O relatório Digital 2026: Brazil, da DataReportal, estima que o país tinha 185 milhões de usuários de internet no fim de 2025. No mesmo período, foram identificadas 150 milhões de identidades de usuários nas redes sociais, número que não corresponde necessariamente a pessoas únicas.
Esses dados ajudam a compreender o tamanho do mercado. Entretanto, estar presente na internet não significa, automaticamente, conquistar a atenção de quem está do outro lado da tela.
Relatórios de diferentes instituições, como WARC, Ipsos, Deloitte, Comscore, Adobe e DHL, indicam mudanças que envolvem tecnologia, comportamento, confiança e novas formas de comercialização.
A partir dessas pesquisas e de levantamentos brasileiros, selecionamos dez tendências de destaque em 2026. A lista não representa um ranking estatístico único. Os exemplos apresentados são situações hipotéticas, criadas para mostrar como cada estratégia pode ser utilizada em empresas de diferentes setores.
1. Inteligência artificial começa a fazer parte da rotina das pequenas empresas
A inteligência artificial já consegue ajudar na elaboração de anúncios, organização de informações, planejamento de campanhas, análise de dados e atendimento ao consumidor. Apesar da popularidade, conhecer a tecnologia ainda é diferente de utilizá-la no trabalho.
Uma pesquisa do Sebrae e do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), realizada em parceria com o Google e envolvendo cerca de 5 mil empresas, revelou que 96% das micro e pequenas empresas conhecem a inteligência artificial generativa. Entre os microempreendedores individuais (MEIs), o índice é de 87%.
O uso frequente, porém, é bem menor: apenas 15% das micro e pequenas empresas e 18% dos MEIs afirmaram utilizar essas ferramentas regularmente.
Por que essa tendência está crescendo?
A tecnologia permite executar tarefas que antes exigiam mais tempo ou uma equipe especializada. Para negócios com poucos funcionários, isso pode representar uma oportunidade de organizar o trabalho e melhorar a comunicação.
A inteligência artificial também está evoluindo para sistemas capazes de realizar sequências de tarefas, conhecidos como agentes de IA. Mas essas aplicações exigem maior atenção à segurança das informações e à supervisão humana.
Como aplicar ao seu negócio?
Imagine uma floricultura que precisa divulgar produtos para diferentes ocasiões. A ferramenta pode ajudar a organizar um calendário de campanhas para aniversários, casamentos e datas comemorativas.
Uma oficina mecânica poderia utilizá-la para preparar orientações sobre manutenção preventiva ou organizar as dúvidas mais frequentes de seus clientes.
As informações precisam ser conferidas antes da publicação. A IA pode inventar dados, interpretar situações incorretamente ou produzir respostas inadequadas.

2. O cliente passa a pesquisar também com assistentes de inteligência artificial
A pesquisa por produtos está mudando. Além dos mecanismos tradicionais, como o Google, consumidores começam a recorrer a assistentes de inteligência artificial para comparar alternativas e esclarecer dúvidas.
Em seu relatório The Future of Media 2026, a WARC identifica o crescimento de buscas mais longas e complexas realizadas por ferramentas de IA. Em vez de pesquisar apenas o nome de um produto, a pessoa pode explicar o problema que deseja resolver.
É uma mudança importante para as empresas. O consumidor pode solicitar uma comparação entre diferentes equipamentos, pedir sugestões para determinado orçamento ou procurar serviços que atendam a necessidades específicas.
Por que essa tendência está crescendo?
Porque as ferramentas conseguem reunir e organizar informações em uma única resposta, reduzindo parte do trabalho de pesquisa.
Isso não significa que os sites tradicionais perderam sua importância. A documentação do Google esclarece que as boas práticas de SEO, utilizadas para melhorar a presença nas buscas, continuam relevantes também para seus recursos de inteligência artificial.
A empresa afirma ainda que não existem requisitos especiais capazes de garantir a inclusão de um site nas respostas geradas por IA.
Como aplicar ao seu negócio?
Uma loja de materiais de construção pode publicar um guia explicando quais tintas são indicadas para ambientes internos, externos ou locais sujeitos à umidade. Uma empresa de turismo pode apresentar roteiros detalhados, preços, horários, condições de acessibilidade e respostas para perguntas frequentes.
Quanto mais claras e atualizadas forem as informações, maiores serão as possibilidades de ajudar quem está pesquisando. Isso não garante que a empresa será recomendada por um assistente de IA.

3. Confiança e identificação com marcas locais ganham importância
Em um ambiente com grande quantidade de anúncios e conteúdos produzidos automaticamente, a confiança continua sendo um fator importante nas decisões de consumo.
O relatório Global Trends 2026, da Ipsos, analisou mudanças de comportamento em 38 mercados e identificou um movimento de valorização de referências familiares, marcas conhecidas e relações de proximidade.
Segundo a instituição, a confiança está se tornando mais pessoal, local e relacionada aos valores percebidos pelos consumidores.
Por que essa tendência está crescendo?
Porque o consumidor precisa avaliar uma quantidade cada vez maior de informações e promessas comerciais. Conhecer a empresa, compreender sua história e encontrar referências confiáveis pode ajudar nessa decisão.
Isso cria oportunidades para negócios regionais, que muitas vezes mantêm contato mais próximo com seus clientes.
Como aplicar ao seu negócio?
Uma pequena indústria de alimentos pode mostrar a origem das matérias-primas, apresentar seus processos produtivos e contar a história do empreendimento. Uma loja de bairro pode divulgar seus funcionários, explicar como funciona o atendimento e mostrar serviços realizados.
Já uma empresa prestadora de serviços pode apresentar trabalhos concluídos, mediante autorização dos clientes. A proposta não é apenas afirmar que a empresa é confiável, mas oferecer informações e experiências que permitam ao consumidor formar sua própria opinião.

4. A publicidade em vídeo conquista também a tela da televisão
Os vídeos continuam entre os formatos mais importantes do marketing digital, mas a maneira de assisti-los está mudando. O levantamento Digital Adspend 2026 mostrou que 49% dos investimentos brasileiros em publicidade digital monitorados em 2025 foram destinados ao formato de vídeo.
Outro estudo, realizado pela Comscore e apresentado em maio de 2026, aponta que 67% da população digital brasileira assistia a conteúdos pela TV conectada em 2025. Isso corresponde a aproximadamente 88 milhões de pessoas.
A chamada TV conectada inclui televisores com acesso à internet e conteúdos assistidos por aplicativos e plataformas de streaming.
Por que essa tendência está crescendo?
Porque os vídeos deixaram de estar associados somente à programação tradicional de televisão. O consumidor pode assistir a conteúdos do YouTube, plataformas de streaming e outras aplicações diretamente na maior tela da casa.
Para os anunciantes, isso amplia as possibilidades de alcançar diferentes públicos. Os vídeos curtos continuam úteis para apresentar novidades rapidamente. Já produções mais longas permitem demonstrar equipamentos, explicar serviços e contar histórias com mais detalhes.
Como aplicar ao seu negócio?
Uma loja de móveis planejados pode publicar um vídeo de 20 segundos mostrando o resultado de uma instalação. Depois, pode disponibilizar uma gravação mais completa, explicando como o projeto foi desenvolvido e quais soluções foram utilizadas para aproveitar o espaço.
Uma indústria pode seguir o mesmo caminho, combinando apresentações rápidas com demonstrações técnicas. O conteúdo pode ser distribuído em diferentes plataformas, respeitando as características de cada uma.

5. Influenciadores especializados podem valer mais do que grandes audiências
O marketing de influência está passando por uma mudança. O número de seguidores continua sendo uma informação relevante, mas já não é suficiente para avaliar uma parceria comercial.
Uma pesquisa da Deloitte, divulgada em setembro de 2026 e baseada em entrevistas com 3.518 consumidores dos Estados Unidos, mostrou que aproximadamente 70% das pessoas que acompanham criadores de conteúdo retornam regularmente às publicações dos mesmos profissionais.
Entre os entrevistados que acompanham criadores, 40% apontaram o interesse pelo assunto abordado como um dos principais motivos para seguir determinado perfil.
No Brasil, o estudo #Publi 2026, realizado pelo IAB Brasil em parceria com a Offerwise, também destaca a importância da credibilidade, do vínculo com a audiência e da relação entre o criador e o tema divulgado.
Por que essa tendência está crescendo?
Porque o público de um criador especializado pode estar mais próximo dos consumidores que determinada empresa deseja alcançar.
Um perfil com muitos seguidores nem sempre reúne pessoas interessadas no produto anunciado. Além disso, a pesquisa da Deloitte aponta oportunidades em parcerias de maior duração, em vez de campanhas isoladas.
Como aplicar ao seu negócio?
Uma loja de bicicletas pode avaliar uma parceria com um ciclista da região que produz vídeos sobre passeios, manutenção e equipamentos.
Uma empresa de jardinagem pode procurar alguém que compartilhe conhecimentos sobre cultivo de plantas.
Uma escola de idiomas poderia desenvolver uma série de conteúdos com um profissional que fale sobre intercâmbio e viagens.
Antes da contratação, a empresa deve observar quem acompanha o criador, a localização desse público, o tipo de interação e os resultados de trabalhos anteriores. Toda parceria comercial precisa ser identificada como publicidade.

6. Redes sociais ficam cada vez mais próximas do momento da compra
As redes sociais não servem apenas para divulgar produtos. Elas também ajudam o consumidor a descobrir ofertas, comparar alternativas e iniciar uma compra.
Esse modelo é conhecido como social commerce, expressão em inglês para comércio pelas redes sociais.
Um estudo divulgado pela DHL em junho de 2026 entrevistou 29 mil compradores on-line e 5.800 empresas de comércio eletrônico em 29 países.
A pesquisa encontrou uma diferença interessante: 63% das empresas entrevistadas vendiam pelas redes sociais, enquanto 45% dos consumidores pesquisados realizavam compras nesses ambientes.
O resultado indica que estar presente nas plataformas não significa, necessariamente, que o consumidor esteja disposto a concluir a compra por elas.
Por que essa tendência está crescendo?
Porque as redes sociais aproximam a apresentação de um produto do contato comercial. Uma pessoa pode assistir a um vídeo, tirar uma dúvida e acessar uma página de compra em poucos minutos.
Entretanto, o processo precisa funcionar. No mesmo levantamento da DHL, 67% dos consumidores entrevistados afirmaram já ter abandonado um carrinho de compras devido às condições de entrega oferecidas.
Como aplicar ao seu negócio?
Uma confeitaria pode publicar um vídeo mostrando um bolo, informar o preço e disponibilizar um caminho direto para fazer a encomenda.
Uma loja de calçados pode apresentar modelos, tamanhos disponíveis e um link para atendimento. O mais importante é que o cliente encontre informações corretas sobre valores, disponibilidade, entrega e pagamento.
Não adianta produzir uma campanha atraente se o consumidor encontra dificuldades para concluir o pedido.

7. Comunidades e canais próprios ajudam a manter o relacionamento com o público
Conquistar a atenção de alguém é diferente de manter um relacionamento com essa pessoa. Uma publicação nas redes sociais pode alcançar um consumidor pela primeira vez. Já uma newsletter, um canal de WhatsApp ou uma comunidade temática oferece outras possibilidades de comunicação ao longo do tempo.
O relatório Digital Media Trends 2026, da Deloitte, identificou a importância do relacionamento contínuo entre públicos e conteúdos de seu interesse.
Na pesquisa com 3.575 consumidores dos Estados Unidos, cerca de 80% se identificaram como fãs de pelo menos uma categoria de entretenimento. Entre esses fãs, 55% afirmaram interagir com seus interesses em diferentes plataformas.
Embora o estudo tenha foco em mídia e entretenimento, ele ajuda a compreender por que empresas procuram desenvolver relacionamentos que não dependam de uma única publicação.
Por que essa tendência está crescendo?
Porque os algoritmos das redes sociais não garantem que todas as publicações serão entregues às mesmas pessoas. Manter canais próprios pode facilitar a comunicação com consumidores que decidiram acompanhar determinada empresa.
Como aplicar ao seu negócio?
Uma loja de produtos para animais pode criar um canal para compartilhar novidades e orientações sobre cuidados com cães e gatos. Uma escola pode utilizar uma newsletter para informar sobre cursos, eventos e abertura de matrículas.
Um restaurante pode oferecer um canal para divulgar o cardápio semanal. O relacionamento precisa ter utilidade. Enviar mensagens promocionais em excesso pode produzir o efeito contrário, levando o público a abandonar o canal.
Também é necessário respeitar as regras de privacidade e as preferências dos participantes.

8. Anúncios dentro de lojas e marketplaces movimentam bilhões
Imagine alguém entrando no aplicativo de um supermercado para comprar café. Antes de escolher a marca, encontra uma oferta patrocinada entre os produtos disponíveis.
Esse tipo de publicidade faz parte do chamado retail media, expressão utilizada para anúncios veiculados em ambientes de varejo, incluindo sites, aplicativos, marketplaces e determinados espaços físicos. O mercado está crescendo no Brasil.
Segundo o IAB Brasil, o retail media recebeu R$ 4,8 bilhões em investimentos em 2025, aumento de 37% em relação ao ano anterior.
Os números foram apresentados no levantamento Digital Adspend 2026 e divulgados pelo veículo especializado Meio & Mensagem.
Por que essa tendência está crescendo?
Porque permite anunciar produtos em ambientes nos quais o consumidor já demonstra interesse em comprar. Isso aproxima a publicidade do momento de decisão e pode facilitar a avaliação de resultados, embora persistam desafios para comparar os dados oferecidos pelas diferentes plataformas.
Como aplicar ao seu negócio?
Uma pequena indústria de alimentos pode verificar se os supermercados e marketplaces que comercializam seus produtos oferecem espaços publicitários para fornecedores.
Uma empresa de acessórios pode avaliar anúncios patrocinados dentro de plataformas de comércio eletrônico.
O varejista também pode estudar formas de aproveitar seus próprios canais para divulgar produtos de parceiros comerciais.
Antes de investir, é importante verificar os custos, as condições da campanha e quais resultados poderão ser acompanhados.

9. Conhecer os clientes e proteger seus dados passa a fazer parte da estratégia
A tecnologia permite que empresas acompanhem vendas, identifiquem produtos mais procurados e organizem informações sobre os consumidores. Mas ter muitos dados não significa saber utilizá-los.
O relatório Adobe AI and Digital Trends 2026, baseado em pesquisas internacionais com executivos e profissionais do setor, aponta que 78% dos diretores de marketing entrevistados consideram a integração e a qualidade dos dados uma das principais barreiras para implementar soluções de inteligência artificial mais avançadas.
O desafio é organizar informações que muitas vezes estão espalhadas entre sistemas de vendas, atendimento, redes sociais e outras plataformas.
Por que essa tendência está crescendo?
Porque conhecer o histórico de relacionamento pode ajudar a empresa a oferecer informações e serviços mais adequados às necessidades de cada cliente. Ao mesmo tempo, aumenta a responsabilidade sobre a coleta, o armazenamento e o uso dessas informações.
No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece regras para o tratamento de dados pessoais. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também disponibiliza orientações sobre cookies, transparência e direitos dos titulares.
Como aplicar ao seu negócio?
Uma loja de artigos esportivos pode organizar as preferências informadas pelos clientes para oferecer comunicações relacionadas às modalidades de interesse.
Uma empresa de manutenção pode utilizar seu histórico de serviços para acompanhar atendimentos e planejar contatos futuros, desde que respeite as regras aplicáveis ao tratamento dessas informações.
Um restaurante pode analisar os pratos mais vendidos para planejar suas compras e campanhas. A empresa deve informar como utiliza os dados pessoais, estabelecer uma base legal adequada e respeitar os direitos dos consumidores.

10. A cobrança por resultados vai além de visualizações e curtidas
Uma campanha pode alcançar milhares de pessoas sem necessariamente provocar novas vendas. Por outro lado, uma ação com alcance menor pode despertar interesse em consumidores mais próximos do público que a empresa procura.
Essa diferença está levando os anunciantes a rever a maneira como avaliam seus investimentos. Uma reportagem do Meio & Mensagem, publicada em janeiro de 2026 a partir de análise do Ad Age, identificou a atenção do consumidor e a chamada incrementalidade entre as métricas que devem ganhar espaço no marketing.
O termo incrementalidade significa tentar descobrir o que uma campanha realmente acrescentou aos resultados de uma empresa. Isso é diferente de considerar que todas as vendas realizadas durante determinado período aconteceram por causa de um anúncio.
Por que essa tendência está crescendo?
Porque as empresas precisam entender se o investimento está contribuindo para seus objetivos. A WARC também destaca, em seu relatório The Future of Media 2026, os desafios relacionados à mensuração e à escolha adequada de canais e criadores de conteúdo.
Como aplicar ao seu negócio?
Imagine uma pizzaria que investe em publicidade para divulgar uma promoção. Ela pode criar um código exclusivo para a campanha e acompanhar quantos pedidos utilizaram esse benefício.
Outra possibilidade é utilizar links específicos para identificar quantas pessoas chegaram ao sistema de pedidos por determinado anúncio. Uma empresa de serviços pode acompanhar quantos contatos comerciais foram recebidos durante a divulgação e quantos se transformaram em contratos.
Essas informações ajudam a avaliar o desempenho, mas não provam sozinhas que cada venda foi provocada pela campanha. Para conhecer o resultado adicional, é necessário considerar outros fatores, como o movimento habitual do negócio, ações dos concorrentes e mudanças na demanda.
O que essas tendências significam para pequenos e médios negócios?
O marketing de 2026 reúne ferramentas muito diferentes, desde sistemas avançados de inteligência artificial até canais simples de comunicação direta. Isso não significa que toda empresa precise investir em todas elas.
Uma loja de bairro pode encontrar boas oportunidades ao melhorar as informações disponíveis sobre seus produtos, organizar o atendimento e produzir vídeos que respondam às dúvidas mais comuns dos consumidores.
Uma indústria que vende para outras empresas pode priorizar apresentações técnicas, demonstrações de equipamentos, conteúdos especializados e relacionamento com compradores.
Já restaurantes, prestadores de serviços e pequenos comerciantes podem combinar presença nas redes sociais, atendimento eficiente e campanhas direcionadas ao público da região.
A própria pesquisa sobre inteligência artificial entre pequenos negócios brasileiros mostra que existe uma distância entre conhecer uma tecnologia e conseguir utilizá-la regularmente. Por isso, antes de contratar novas ferramentas ou ampliar os investimentos, é necessário identificar quais problemas a empresa pretende resolver.
A tecnologia ajuda a produzir conteúdo, organizar informações e encontrar oportunidades. As redes sociais aproximam marcas e consumidores. Os vídeos ampliam as possibilidades de apresentação dos produtos.
Mas o resultado também depende de fatores que não mudaram: informações corretas, qualidade do produto, atendimento, cumprimento das condições anunciadas e confiança do consumidor.
A tendência que atravessa todas as demais é justamente essa combinação. O marketing ganha novos recursos, mas continua dependendo da capacidade das empresas de compreender as pessoas que desejam atender.
Fontes consultadas
A reportagem utiliza informações de pesquisas nacionais e internacionais publicadas ou disponíveis até 13 de outubro de 2026. Os estudos possuem metodologias, períodos de coleta e públicos diferentes. Os exemplos comerciais são ilustrativos e não representam casos reais investigados.
-
IAB Brasil e Ibope — Digital Adspend 2026. Pesquisa sobre investimentos brasileiros em publicidade digital, com dados de 2025. Consultar pesquisa.
-
Meio & Mensagem — IAB: publicidade digital atinge R$ 42,7 bilhões em 2025. Reportagem publicada em 29 de abril de 2026, detalhando investimentos, formatos e crescimento do retail media. Ler reportagem.
-
Sebrae, FGV IBRE e Google. Pesquisa com cerca de 5 mil empresas brasileiras sobre conhecimento e utilização de inteligência artificial. Dados apresentados em maio de 2026 no Think with Google. Consultar levantamento.
-
WARC — The Future of Media 2026. Relatório de janeiro de 2026 sobre investimentos publicitários, buscas com inteligência artificial, criadores de conteúdo e mensuração. Consultar relatório.
-
Google Search Central — AI Features and Your Website. Orientações técnicas sobre sites, SEO e recursos de inteligência artificial nos mecanismos de busca. Consultar documentação.
-
Ipsos — Global Trends 2026: The Power of Trust. Pesquisa internacional sobre confiança, relações de proximidade e mudanças no comportamento dos consumidores, publicada em setembro de 2026. Consultar estudo.
-
Comscore — Estudo Customizado TV Conectada no Brasil, 4ª edição. Levantamento apresentado em maio de 2026 sobre consumo de conteúdo e audiência da televisão conectada, com dados de 2025. Consultar estudo.
-
Deloitte — Long-term vs. one-off: A new take on brand-creator collaborations. Análise publicada em 23 de setembro de 2026 sobre criadores de conteúdo e parcerias comerciais, com dados de consumidores dos Estados Unidos. Consultar análise.
-
IAB Brasil e Offerwise — #Publi 2026: influência além dos seguidores. Pesquisa brasileira sobre marketing de influência, credibilidade e relacionamento com a audiência. Consultar estudo.
-
DHL — E-Commerce Trends Report 2026. Pesquisa divulgada em junho de 2026 com 29 mil consumidores e 5.800 empresas de comércio eletrônico em 29 países. Consultar relatório.
-
Deloitte — Digital Media Trends 2026. Relatório de março de 2026 sobre comunidades, fãs, criadores e relacionamento contínuo com audiências, baseado em pesquisa nos Estados Unidos. Consultar relatório.
-
Adobe — AI and Digital Trends 2026. Pesquisa internacional sobre inteligência artificial, experiência do cliente, integração de dados e desafios das equipes de marketing. Consultar pesquisa.
-
Meio & Mensagem — As métricas que devem ganhar atenção dos anunciantes em 2026. Reportagem de 5 de janeiro de 2026, baseada em análise do Ad Age, sobre incrementalidade e mensuração publicitária. Ler reportagem.
-
DataReportal — Digital 2026: Brazil. Levantamento publicado no fim de 2025 sobre acesso à internet, redes sociais e comportamento digital no Brasil. Consultar relatório.
-
Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Orientações oficiais sobre tratamento de dados pessoais, cookies e aplicação da LGPD. Consultar publicações oficiais.
O post Marketing em 2026: conheça 10 tendências que estão mudando a forma de conquistar clientes apareceu primeiro em OBlumenauense | Notícias de Blumenau e do Vale do Itajaí.

