O Supremo Tribunal Federal chegou a um ponto em que a crise deixou de ser apenas uma disputa entre ministros e passou a atingir a confiança de quem está do lado de fora. No centro desse episódio está Alexandre de Moraes, alvo de questionamentos que levaram o próprio STF a discutir a possibilidade de abertura de uma investigação. E o que o brasileiro vê? Acusações cruzadas, relatórios, pedidos de investigação e uma Corte discutindo os próprios integrantes.

Para quem acompanha tudo isso de casa, porém, o espetáculo é outro: sessões longas, termos técnicos, documentos, questões de ordem, acusações de um lado e respostas do outro. É cansativo. O cidadão comum não quer precisar fazer um curso de Direito para entender o que está acontecendo no tribunal mais importante do País. Quer saber, de forma simples, quem fez o quê, quem será responsabilizado e qual será a consequência.

E é justamente aí que nasce a frustração. Depois de horas acompanhando ministros, o brasileiro pode terminar o dia com a sensação de que assistiu a muito debate para chegar a lugar nenhum. Muito barulho, muita acusação, muitos votos e, no fim, a impressão de que tudo pode acabar em pizza.

Quando um ministro do Supremo se torna o centro de uma crise dessa dimensão, a pergunta inevitável aparece: quem fiscaliza o poder quando o poder está dentro do próprio Supremo?

Quem vai pagar a conta?

A conta dessa crise não fica em Brasília. Ela chega à confiança nas instituições. Talvez por isso a resposta mais importante não esteja no plenário do STF, mas nas urnas. Caberá ao eleitor decidir, em outubro, que país quer para os próximos anos e quais representantes considera capazes de estabelecer limites ao poder.

Flávio Bolsonaro em SC

Flávio Bolsonaro tem agenda prevista em Santa Catarina no dia 19 de setembro, com eventos em Joinville e Chapecó, cidade sede do maior opositor de Jorginho Mello. Em Joinville, o encontro está marcado para 10h22, no Expoville. Às 16h22, a agenda segue para o Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó. Segundo a divulgação, os eventos são abertos ao público.

“Não é homem”

João Rodrigues elevou o tom ao criticar a relação do governador Jorginho Mello com o Governo Federal. Ao defender que Santa Catarina mantenha diálogo institucional com Brasília, o prefeito de Chapecó afirmou que quem não tem coragem de sentar com um adversário para defender os interesses do Estado “não é homem, é um covarde”. A frase foi uma das mais duras do discurso e colocou ainda mais tensão no embate político.

Vice com trabalho

Chiodini tem defendido que um eventual governo precisa manter diálogo com o setor produtivo e cobrar investimentos em infraestrutura, independentemente de quem esteja no comando do Governo Federal. O jaraguaense também afirma que pretende exercer um papel ativo como vice-governador, ao lado de João Rodrigues, acompanhando obras, articulando demandas regionais e ajudando a destravar projetos.

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