As eleições terminaram. Os brasileiros fizeram suas escolhas e o resultado das urnas precisa ser respeitado. Essa é a regra da democracia. Nem sempre o resultado é aquele que desejamos, mas respeitar a vontade da maioria é fundamental para quem acredita nas instituições e no futuro do país.
Fui um dos primeiros catarinenses a apoiar Jair Bolsonaro, quando ele ainda era deputado federal e filiado ao PP – e, no segundo turno dessa última eleição, apoiei Flávio Bolsonaro. Fiz isso por convicção, porque acredito em um Brasil que valorize o trabalho, a livre iniciativa, a segurança, a liberdade e a responsabilidade com o dinheiro público. Continuo defendendo esses princípios.
Mas a eleição passou. E o Brasil precisa seguir em frente.
Não podemos sobreviver alimentando brigas eternas que não levam a lugar algum e que, como vimos há quatro anos atrás, os prejuízos sempre recaem em cima do elo mais fraco . A disputa política é legítima, as diferenças precisam ser respeitadas, a direita mostrou que tem voto, tem força – e a oposição tem o dever de fiscalizar, cobrar e apresentar alternativas. Mas tudo isso precisa acontecer dentro das regras democráticas e, principalmente, com os interesses do Brasil acima das disputas pessoais e partidárias.
O resultado das eleições também deixou uma mensagem importante. Milhões de brasileiros votaram por um caminho diferente daquele que venceu a disputa presidencial. E a eleição de um Congresso com uma presença ainda maior de parlamentares de direita mostra que existe uma parcela expressiva da população que deseja mudanças na condução do país.
Essa representação traz uma grande responsabilidade. O Congresso precisa exercer seu papel com independência, fiscalizar o governo, discutir reformas e trabalhar para que o Brasil avance. Não pode ser um espaço de disputas intermináveis, gritarias de internet, onde interesses políticos se sobrepõem às necessidades da população.
A direita, por sua vez, precisa fazer uma avaliação séria do que aconteceu. Reconhecer os erros, superar divisões, formar novas lideranças e construir um projeto consistente para o futuro. Não basta ser contra um governo, ser contra um partido. É preciso mostrar o que queremos fazer de diferente e como vamos fazer.
Temos desafios enormes pela frente. O Brasil precisa enfrentar o endividamento público, controlar os gastos, melhorar o ambiente de negócios, reduzir a burocracia, garantir segurança jurídica e criar condições para que as empresas invistam e gerem empregos. Precisamos avançar na saúde, na educação, na segurança pública e na infraestrutura.
São problemas reais, que não serão resolvidos com discursos inflamados ou disputas nas redes sociais.
Minha experiência como empresário, prefeito e deputado me ensinou que resultado se conquista com trabalho, planejamento, diálogo constante e capacidade de tomar decisões. Na vida pública, assim como nas empresas, não adianta procurar culpados o tempo todo. É preciso encontrar soluções.
Isso não significa abrir mão das nossas convicções ou deixar de fazer oposição. Pelo contrário. Significa fazer uma oposição firme, responsável e preparada, que saiba reconhecer o que funciona, combater o que está errado e defender aquilo que é melhor para a população.
O Brasil não pertence a um partido, a um presidente ou a um grupo político. Pertence aos milhões de brasileiros que acordam cedo, trabalham, pagam impostos, sustentam suas famílias e esperam resultados de quem foi eleito.
É por essas pessoas que precisamos continuar trabalhando. O Brasil não tem tempo a perder. E o futuro do país precisa ser maior do que qualquer disputa política. Isso é ser patriota de verdade!
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