Ele se apresenta como preso político, é pastor e suplente de vereador. E hoje é cabo eleitoral do presidente da Câmara, Aílton de Souza, o Ito (Podemos), candidato a deputado federal. Estamos falando de Dirlei Paiz, preso duas vezes por determinação do Alexandre de Moraes. A primeira, acusado de fomentar grupo de WhatsApp para levar pessoas a Brasília para participarem dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, e a segunda por descumprir as medidas cautelares determinadas quando foi solto.
Nesta semana, ele aparece gravando um vídeo ao lado de Ito, agradecendo o apoio recebido durante seu período de prisão e depois dela.
Dirlei é filiado ao PL e fez 1.795 votos na eleição para vereador. Foi um dos principais líderes da manifestação em frente ao 23.º Batalhão de Infantaria de Blumenau, para tentar anular o resultado da eleição presidencial que deu a vitória de Lula (PT) sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL). Dirlei aparece em várias fotos empunhando cartazes pedindo intervenção militar. Fez acordo e cumpriu as determinações de Alexandre de Moraes, e é por isso que está solto.
Quando foi preso a primeira vez, era funcionário comissionado da Câmara. Foi exonerado e voltou em julho deste ano, no gabinete do presidente da Casa, com salário de R$ 7.351.
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