A fala da ministra Carmem Lúcia, uma das reservas morais do STF, ao final da vexaminosa sessão de terça-feira, simboliza o momento vivido pela mais alta Corte do país. “Envergonhada e triste”, disse ela logo após assistir, calada, à troca de ofensas e à quebra de decoro dos seus colegas, sobretudo Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e André Mendonça, diante do inerte presidente Édson Fachin. Ao final, nada foi decidido e o pedido de vistas feito por Flávio Dino era mais do que previsto. Divergências são naturais em um tribunal com 10 integrantes, mas conflitos públicos não podem virar espetáculo, nem estratégia para embargar decisões importantes. O STF possui instrumentos de transparência, como a TV Justiça, mas o que deveria servir de canal de divulgação se transformou em palco para egos. O desafio é retomar o rumo e cumprir seu papel. Algo que a sociedade brasileira considera quase impossível de acontecer.
AMC
A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) emitiu nota manifestando seu repúdio diante da crise no STF. O texto rebate declarações que atribuem ao Poder Judiciário brasileiro um quadro generalizado de corrupção. “Situações individuais não podem ser projetadas sobre toda a Magistratura”, diz a nota.
Decisão
O TRE-SC negou liminar da coligação “Fé no Trabalho e Pé na Tábua”, que tentava retirar do Instagram vídeo com dados da pesquisa Neokemp/OCP News, que mostra João Rodrigues (PSD) com 24% das intenções de voto, aumento de 5,7%. Para a Justiça Eleitoral, “não há controvérsias quanto à veracidade dos números”.
Polêmica
O deputado Sargento Lima (PL) sugere moção de aplauso aos PMs envolvidos na ação que resultou em agressões à candidata a suplente ao Senado, Fernanda Klitzke (PT), em Jaraguá do Sul. O deputado Fabiano da Luz, presidente estadual do PT, repudiou a ideia e lembrou que SC já tem 38 casos de feminicídio em 2026.
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