Certas pesquisas não precisam ser feitas, os resultados já são, de antemão, sobejamente conhecidos. As pessoas mais atentas chegam a ficar tontas em tempos eleitorais. E por que tontas? Pelas tantas e tantas mentiras que são contadas, prometidas, mas… Tudo mentira. Há pouco, minha cabeça estava rodando, pensando sobre isto e aquilo, não sossegava. Decidi ir à minha caixa de sapatos entupida de frases, você sabe, coleciono frases. Fui à caixa, pus a mão no escuro e veio-me uma frase que penso foi “sorteada” pelo meu anjo da guarda. Uma frase afinada com o momento por que passamos. Essa frase foi deixada por Margaret Thatcher, inesquecível primeira-ministra britânica. Ela disse que – “Na política, se você quer que algo seja dito, peça a um homem, se quer que algo seja feito, peça a uma mulher”. Nem é preciso ir à arena pantanosa da política para confirmar essa afirmação, basta que olhemos para as famílias. São as mulheres os tijolos das famílias, os homens por maioria se acomodam de todos os jeitos, eles sabem quem vai resolver as encrencas… E por que as mulheres têm mais vigor, iniciativas que os homens? Porque nasceram mulheres, o poder é naturalmente delas, o poder mental, o poder da resistência, mas… Nunca vou esquecer de uma pesquisa feita por americanos há muitos anos. A pesquisa envolvia famílias comuns, famílias com dois filhos, um guri e uma guria. E como era a educação familiar dos dois filhos? Segundo os pesquisadores, os melhores investimentos eram destinados à educação do guri, do filho homem. Ficava na cabeça dos estúpidos pais de outrora (de outrora?) que a filha iria crescer, namorar e “casar”. E casada, pronto, tudo lhe estaria resolvido. E as coisas mudaram? Podem ter mudado na encenação teatral dos pais. O investimento é muito maior para os meninos que para as gurias. E uma outra frase, essa da antropóloga americana Margaret Mead, diz que – “O que falta a todas as mulheres para fazer uma carreira brilhante é uma esposa em casa”. Sutil? Nem um pouco, verdade ácida… Os homens que o digam. Agora uma frase minha: – “Os pais que disfarçadamente apostam mais nos filhos homens vão pagar a conta mais tarde: na velhice”. Quem duvidar desta verdade, recorte-a e a coloque numa gaveta ao lado da cama… Para relê-la na velhice…

FILHAS

Entrou definitivamente em moda as “filhas de aluguel”. São mulheres que se colocam no mercado para serem cuidadoras de idosos, claro, idosos abandonados pelos filhos. Esses filhos, 98% homens, dão no pé bem cedo, deixam os pais à própria sorte, mas voltando na hora de discutir uma possível partilha de herança. Canalhas. Vivo avisando aos “jovens”, 40, 42 anos: preparem-se para à velhice, a solidão e o abandono estão na ordem do dia. Quem se prepara sofre menos…

ESCRAVOS

Não conheço alguém que não seja “escravo” de alguma coisa. Um escravagismo que entrava nossa felicidade. Entendamos ser escravo de alguma tolice nossa, escravos da simpatia de muitas pessoas, de amores, ostentações, cobiça, medos, aprovação, desaprovação, beleza, bah, uma lista interminável de tolices que nos amarram e escravizam. Será possível nos livramos desse escravagismo danoso? Não, mas podemos reduzi-los, com juízo e saudáveis desapegos.

FALTA DIZER

Frase deixada pelo filósofo romano Sêneca: – “Tempo livre sem estudo é morte, um túmulo para pessoa viva”. Que os pais digam isso aos filhos, ou a si mesmos, que ler é aprender e quem aprende tem poder, o poder da cabeça e da língua. Quem não pode? Os… nem digo…

 

The post O desprezo por elas appeared first on OCP News | As melhores notícias e histórias de Santa Catarina.