“O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”. A declaração foi feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), durante entrevista à Globo, ao comentar a situação econômica do país e as críticas direcionadas às propostas que defende para uma eventual disputa pela Presidência da República.

Na conversa com a jornalista Renata, Flávio afirmou que seu concorrente estaria divulgando informações falsas sobre suas intenções para o país. Entre os exemplos citados, mencionou supostas propostas de acabar com aposentadorias e serviços públicos, além de privatizar empresas estatais como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras.

“Tem circulado, de fato, muitas fake news, e esse é um importante momento para esclarecê-las”, afirmou o senador. Ele também classificou as declarações atribuídas ao adversário como uma forma de “terrorismo” contra servidores públicos e trabalhadores de estatais.

Ao justificar a crítica ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio relacionou a condução da política econômica às taxas de juros e ao crescimento da dívida pública brasileira.

O senador comparou as projeções do Boletim Focus de outubro de 2022, período da última eleição presidencial, com o cenário atual. Segundo ele, a estimativa para a taxa básica de juros era de aproximadamente 7%, enquanto o patamar atual estaria em 14%.

Flávio também citou uma dívida pública de R$ 11 trilhões e afirmou que a diferença de sete pontos percentuais nos juros poderia representar quase R$ 1 trilhão a mais em despesas ao longo de quatro anos.

Na avaliação do senador, esse valor poderia ser direcionado a investimentos em outras áreas, em vez de ser destinado ao pagamento de juros. Os números e a relação entre as taxas de juros, a dívida pública e a economia potencial foram apresentados por ele durante a entrevista.

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