O resultado das urnas em Santa Catarina para a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado revela mais do que uma preferência partidária: mostra a consolidação de um campo político que já vinha se fortalecendo no Estado e que agora amplia sua capacidade de influência em diferentes níveis de poder.

Na Alesc, o PL sai como a maior bancada, com 16 das 40 cadeiras. O PT ocupa a segunda posição, com cinco representantes, seguido pelo MDB, com quatro. PSD e Republicanos terão três deputados cada, enquanto as demais vagas ficam distribuídas entre siglas com menor presença. A composição indica uma Assembleia com maioria claramente inclinada ao campo da direita e centro-direita, mas ainda com uma oposição organizada e suficiente para tensionar debates relevantes.

Na Câmara Federal, o desenho se repete. O PL conquistou sete das 16 cadeiras destinadas a Santa Catarina. O PT ficou com duas, enquanto MDB, Novo, PCdoB, PSD, PP, Podemos e Republicanos terão um representante cada. A bancada federal catarinense, portanto, também nasce com forte predominância conservadora, embora mais fragmentada do que a composição estadual.

No Senado, o cenário é ainda mais definido: as duas vagas em disputa ficaram com o PL. Isso amplia o peso da legenda na representação catarinense em Brasília e fortalece sua capacidade de articulação com a bancada federal e com o governo estadual.

Politicamente, o resultado aponta para uma convergência rara entre Executivo estadual, Assembleia, Câmara e Senado. Essa concentração pode facilitar a construção de agendas comuns e ampliar a capacidade de pressão por recursos e projetos para Santa Catarina. Ao mesmo tempo, reduz os espaços de contraponto interno e aumenta a responsabilidade das maiores bancadas.

A grande questão para 2027 não será apenas quem venceu, mas o que será feito com essa força. Maiorias amplas podem dar governabilidade, mas também exigem resultados. Infraestrutura, saúde, educação, segurança, equilíbrio fiscal e competitividade econômica continuarão cobrando respostas. O eleitor entregou poder político. Agora, caberá às bancadas mostrar se essa força será convertida em influência real para o Estado.

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