O vídeo postado pelo governador Jorginho Mello nas redes sociais leva a uma leitura que vai além do reconhecimento do resultado das urnas. Ao destacar que “Santa Catarina tem lado”, se coloca como um dos quadros relevantes da direita nacional, fato confirmado pelo número expressivo de votos que ele e seus correligionários alcançaram nas eleições. “Sete de cada dez catarinenses votaram na direita”, apontou. Jorginho não esconde o apoio à família Bolsonaro, lamenta o fato de Flávio não ter vencido no segundo turno, mas se alça, ao natural, como liderança do campo conservador. Diz a máxima que, na política, não há vácuo. Ao deixar o país, Flávio abre espaço, que será ocupado. Jorginho Mello e Tarcísio Freitas surgem como esses novos comandantes. Dos Estados Unidos, os filhos do ex-presidente poderão fazer barulho, mas não conseguirão confirmar suas lideranças. Com o tempo, o som de suas vozes fica cada vez mais distante.
Jornais
A Associação Catarinense de Jornais (ACJ) prepara lançamento de campanha para fortalecer uma das mídias mais tradicionais, o jornal impresso. “O único veículo duradouro é o jornal impresso. Ele não é passado. É lastro. É credibilidade. É o que transforma notícia em documento”, destaca Lenoires Silva, presidente da ACJ.
Alesc
Praticamente definida a presidência da Alesc a partir de 2027, com acordo entre Camilo Martins (PL), que ficaria até 2028, e Ana Campagnolo, que terminaria o primeiro biênio, a nova disputa nos bastidores do parlamento catarinense está em torno das presidências das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e Finanças.
Importância
Conforme fontes que transitam com desenvoltura na Alesc, CCJ e Finanças são de extrema importância, pois filtram as pautas. Com a maioria do PL, deputados alinhados a Jorginho Mello se lançam como candidatos. Sem Julio Garcia, exímio articulador e futuro deputado federal, a dificuldade será gerenciar os egos.
MDB
Foto: Rodolfo Espíndola/Agência AL
Os deputados do MDB observam os movimentos do PL com atenção. Mauro De Nadal, ex-presidente por duas vezes, estuda lançar candidatura à presidência. Fernando Krelling, próximo do governador, deve ser o 1º secretário, com chances de assumir o comando em 2029. O MDB, de quatro cadeiras, segue com prestígio.
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