João Paulo Kleinübing e Ismael dos Santos são políticos de direita, isso parece claro. É verdade que Ismael já foi filiado ao PT e ao PSB, mas isso ocorreu há quase 30 anos, em uma outra conjuntura. É um político conservador, ligado à Igreja Assembleia de Deus. Kleinubing sempre militou nos partidos que deram a sustentação à ditadura na sua reta final, no começo da abertura política.
Sempre tiveram um lado, o que não impediu de apoiarem questões de interesse de Santa Catarina.
Hoje os dois estão no PL e concorrem a deputado federal. Ismael tenta a reeleição e Kleinübing volta a ocupar uma cadeira que foi sua entre 2015 e 2019. Os dois têm currículo, estrutura e expertise eleitoral, mas correm sério risco de serem tragados por uma bolha que ajudam a alimentar, mesmo que indiretamente.
O radicalismo político é uma marca do PL atual, embalado pela família Bolsonaro. O bolsonarismo é a regra para uma parte importante de suas lideranças, que contabilizam likes e apoios importantes e devem emplacar votações expressivas.
Com muitos votos também em Blumenau, domicílio eleitoral de Kleinübing e Ismael. O Informe teve acesso a alguns levantamentos eleitorais realizados na cidade, que apontam o filho 04, Jair Renan, e a candidata à reeleição, Júlia Zanatta, em destaque na lembrança dos entrevistados. À frente da grande maioria dos candidatos da cidade.
Os votos que eles receberem aqui podem fazer falta para garantir vaga.
Por outro lado, o eleitor de Blumenau deve refletir. Sua escolha na urna vai ajudar a cidade, o Vale e Santa Catarina?
