A noite de quinta-feira (24/10/26), reservou dois encontros especiais para quem gosta da música e das tradições da Oktoberfest Blumenau. No palco do Spatenplatz (Setor 4), duas atrações com histórias bem diferentes dividiram a programação, mas tinham algo em comum: uma ligação construída ao longo dos anos com as festas de tradição germânica.
Mas a história daquela noite não ficou apenas no palco. Tive a oportunidade de conversar com os dois artistas e conhecer um pouco mais sobre suas trajetórias.
Quem não acompanhou as apresentações de quinta-feira terá uma nova oportunidade neste sábado (24/10/26), quando Michael Högl e a Zillertal Orchester voltam a se apresentar na Oktoberfest Blumenau.
Uma orquestra argentina com mais de seis décadas de história
Fundada em 1962, na cidade de San Jerónimo Norte, província de Santa Fé, a Zillertal Orchester nasceu inspirada na música tradicional da Europa Central. A ideia surgiu depois que um argentino conheceu uma banda alemã durante uma viagem a Hamburgo e levou a inspiração para sua cidade natal.
Desde então, a orquestra passou por diferentes gerações de músicos e construiu uma trajetória que ultrapassou as fronteiras da Argentina. Uma de suas ligações mais antigas é com a Oktoberfest de Villa General Belgrano, da qual participa desde os primeiros anos.
Em 2025, o grupo estreou na Oktoberfest Blumenau durante a Noite Argentina, realizada na programação comemorativa dos 40 anos da festa. A experiência abriu caminho para o retorno em 2026, desta vez com quatro apresentações.
Conversei com Ariel Theuler, diretor e trompetista da orquestra. Falamos sobre a presença do grupo em festas de tradição alemã na América do Sul e sobre a experiência de participar da Oktoberfest Blumenau.

Michael Högl e uma música que faz parte da memória de Blumenau
Para quem acompanhou as primeiras edições da Oktoberfest Blumenau, é difícil ouvir Hallo Blumenau sem lembrar das festas de antigamente. A música foi composta por Michael Högl, enquanto a letra ficou por conta de seu pai.
A canção acabou se tornando uma das mais conhecidas da Oktoberfest e continua presente na memória de quem viveu diferentes momentos do evento.
Eu estava entre aqueles que frequentaram as primeiras edições. Por isso, conversar com Michael teve um significado especial. Durante muitos anos, ouvi falar de seu pai e da história daquela composição. Estar diante de um dos responsáveis pela música foi, para mim, um encontro com uma parte da própria história da festa.
Michael foi muito simpático e gentil durante a conversa. Ele compreende um pouco de português, mas não o suficiente para conduzir toda a entrevista. Por isso, contei com o auxílio de um tradutor.
Falamos, ainda que brevemente, sobre sua trajetória musical, influências e composições próprias. Algumas respostas foram dadas em alemão e inglês, e determinados trechos receberam legendas em português para facilitar a compreensão.

As entrevistas aconteceram em uma área ao lado do palco do Spatenplatz, em meio à movimentação de músicos, equipes e visitantes. O trânsito de pessoas e o som das apresentações faziam parte daquele ambiente, que nem sempre oferecia as melhores condições para uma gravação.
Ainda assim, foi possível registrar duas conversas que ajudam a conhecer melhor os artistas que passaram pela Oktoberfest Blumenau. De um lado, uma orquestra argentina que há mais de seis décadas mantém viva a música tradicional germânica. Do outro, um compositor alemão cuja obra se tornou parte da memória afetiva de Blumenau.
São histórias que começaram longe daqui, mas que, de maneiras diferentes, encontraram seu lugar na festa. No vídeo, você acompanha as entrevistas com Michael Högl e Ariel Theuler, conhece um pouco mais sobre suas trajetórias e descobre o que eles contaram sobre a música e a relação com Blumenau.
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