Uma pessoa foi presa em flagrante por armazenar material de abuso sexual infantil durante uma operação realizada na manhã desta quarta-feira (21/10/26), em Florianópolis. A prisão ocorreu durante a Operação Mariposa IV, que também teve como alvo um endereço em Pomerode, no Vale do Itajaí.
Ao todo, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, braço especializado em investigações de crimes digitais.
A ação contou com o apoio da 19ª Promotoria de Justiça da Capital e da 2ª Promotoria de Justiça de Pomerode.
Investigação começou no ambiente virtual
Antes de chegar aos endereços investigados, os agentes seguiram rastros deixados na internet. As diligências identificaram indícios de que arquivos digitais com cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes estavam sendo baixados e armazenados.
Os suspeitos foram identificados a partir desse trabalho de investigação virtual. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), até o momento, não há qualquer indicação de ligação entre eles.
As informações reunidas deram origem a Procedimentos de Investigação Criminal (PIC) nas promotorias de Florianópolis e Pomerode. Com autorização judicial, os investigadores realizaram as buscas para reunir novas provas, esclarecer a participação dos suspeitos e verificar a possível existência de outras pessoas envolvidas.
Agora, os equipamentos e materiais recolhidos passarão por perícia especializada. A análise poderá revelar novos elementos sobre os crimes investigados e ajudar a identificar possíveis vítimas.
Ministério Público faz alerta sobre riscos na internet
Além da investigação criminal, o MPSC chama a atenção para um problema que pode começar em situações aparentemente comuns: o envio de imagens pessoais pela internet.
Fotos e vídeos compartilhados em conversas privadas, inclusive entre pessoas de confiança, podem acabar nas mãos de terceiros. Esses conteúdos podem ser armazenados, redistribuídos e utilizados indevidamente, muitas vezes sem o conhecimento de quem aparece nas imagens.
Por isso, o órgão reforça a importância de conversar com crianças e adolescentes sobre privacidade, exposição da imagem e segurança digital.
Pais, responsáveis e professores têm papel direto nessa prevenção. A orientação é manter um diálogo frequente, explicar os riscos e criar um ambiente em que crianças e adolescentes se sintam seguros para relatar situações suspeitas.
O objetivo é impedir que novas vítimas sejam expostas à exploração e ao abuso sexual no ambiente virtual.
Operação Mariposa reúne autoridades de vários países
A ofensiva realizada em Santa Catarina faz parte de uma mobilização internacional contra a exploração sexual de crianças e adolescentes na internet.
Batizada de Operação Mariposa, a iniciativa reúne autoridades e instituições de diferentes países da América Latina para identificar usuários envolvidos no armazenamento e na circulação de materiais de abuso sexual infantil.
A coordenação é da Child Rescue Coalition, organização sem fins lucrativos que desenvolve tecnologias utilizadas em investigações voltadas à proteção de crianças e adolescentes.
A operação também recebe apoio da Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL), da Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos, e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
Outra instituição parceira é a Tim Tebow Foundation, que desenvolve projetos de proteção à infância e de apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Em Santa Catarina, a quarta fase da operação terminou com uma prisão em flagrante e materiais apreendidos que ainda serão analisados. A investigação continua, agora com o desafio de descobrir quem pode estar por trás dos arquivos e, principalmente, quem são as vítimas que aparecem neles.
O post Operação contra abuso sexual infantil termina com prisão em flagrante em Santa Catarina apareceu primeiro em OBlumenauense | Notícias de Blumenau e do Vale do Itajaí.
