Começou a forçação de barra. Institutos que erraram feio no primeiro turno agora divulgam pesquisas que aproximam Lula de Flávio Bolsonaro. Quem errou precisa prestar contas à opinião pública. Não basta publicar uma nova porcentagem e esperar que todos esqueçam o resultado das urnas. Pesquisa não é voto, mas influencia o debate, alimenta manchetes e pode moldar a percepção do eleitor. Por isso, instituto que pretende ser levado a sério tem obrigação de mostrar a metodologia, explicar seus erros e justificar mudanças nos resultados. Credibilidade não se decreta em gráfico.

Enquanto os números tentam construir uma narrativa, Flávio Bolsonaro reúne apoiadores em atos pelo país. Lula, por sua vez, amplia o repertório de promessas de apelo popular: mudanças na escala 6×1, benefícios para MEIs e até transporte público gratuito. É muita promessa em plena disputa eleitoral. E a pergunta que não pode ser silenciada é simples: quem paga essa conta? O dinheiro não nasce em palácio, não cai do céu e não pertence ao presidente. Sai dos impostos pagos pelos brasileiros.

O dinheiro público não é caixa de campanha

O governo precisa explicar o custo, o financiamento e a viabilidade de cada proposta. Anúncios de benefícios em período eleitoral exigem escrutínio redobrado. A máquina pública não pode ser usada como instrumento de promoção de candidatura, e as regras eleitorais precisam valer para todos — governo e oposição.

É nesse cenário que Davi Alcolumbre, presidente do Senado, entra no centro do debate. Sua atuação vem alimentando críticas de quem vê no calendário de votações uma agenda conveniente ao governo Lula. A tramitação de pautas de forte apelo popular, como a escala 6×1 e as mudanças nas regras do MEI, ocorre justamente quando essas propostas ganham destaque no discurso eleitoral do presidente.

O eleitor não merece ser conduzido por pesquisas de credibilidade questionada nem seduzido por promessas sem financiamento transparente.

CURTAS

Jaraguá vai às ruas

Jaraguá do Sul será palco, neste sábado (17), de uma carreata contra o governo Lula. A mobilização, com concentração às 10h, na Arena Jaraguá, reúne apoiadores de Flávio Bolsonaro em torno de palavras de ordem como “Fora Lula” e “Chega de impunidade”. O movimento também conta com o respaldo político de três prefeitos da região, todos do PL: Jair Franzner, de Jaraguá do Sul; Jair Bridaroli, de Schroeder; e Adriano Zimmermann, de Guaramirim.

Direita do Sul se movimenta

Os governadores eleitos do Sul ampliam a articulação política em torno de Flávio Bolsonaro, fortalecendo o movimento da direita na região. No campo da oposição, Sergio Moro também elevou o tom contra Lula após entrevista ao Jornal Nacional. O senador acusou o presidente de mentir sobre segurança pública e afirmou que ele “mente para ganhar a eleição”. Moro ainda criticou a retirada da PEC da Segurança da pauta do Senado e declarou apoio à candidatura de Flávio.

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