O aumento deve ser mais perceptível em outubro e novembro, com volumes maiores de chuva e períodos de calor mais frequentes.

O cenário consta no boletim climático para setembro, outubro e novembro, publicado em 31 de agosto e elaborado pelas meteorologistas Gilsânia Cruz e Marilene de Lima.

A previsão reúne análises do Fórum Climático, com participação de Epagri/Ciram, IFSC, CIGERD, AlertaBlu e UFRGS.

Chuva pode ser intensa em pouco tempo

Segundo o boletim, frentes frias e outros sistemas que provocam instabilidade devem atuar com mais frequência e intensidade no estado. Isso aumenta a possibilidade de chuva forte em curtos períodos, além de temporais com raios, granizo e vendavais. Alguns episódios podem ser severos.

Outubro já costuma ser o mês mais chuvoso desse trimestre, principalmente no Oeste catarinense. Neste ano, a previsão indica volumes acima do padrão histórico, com destaque para outubro e novembro.

Na segunda metade de novembro, também tendem a ficar mais frequentes as pancadas de chuva de fim de tarde, típicas dos dias de verão.

Calor ganha força a partir de outubro

Setembro deve ter temperaturas mais amenas e próximas da média. O aquecimento ganha força nos dois meses seguintes, quando aumenta a chance de sequências de dias quentes, com temperaturas acima dos 30°C.

A influência do El Niño deve tornar os episódios de frio intenso menos frequentes, mas não elimina a chegada de massas de ar frio. Em setembro, ainda pode haver geada isolada, principalmente no Planalto Sul. Nas áreas mais altas dessa região, a combinação de frio e umidade também pode favorecer algum episódio de neve.

No litoral, atenção ao vento e ao mar

O boletim destaca que setembro e outubro são meses de atuação de ciclones extratropicais na costa da Argentina, do Uruguai e do Sul do Brasil. Esses sistemas podem provocar ventos fortes, mar agitado e ressaca, com risco para embarcações.

A estação também pode ter nevoeiros durante a noite, a madrugada e o amanhecer, reduzindo a visibilidade.

El Niño pode persistir até 2027

Na análise publicada em agosto, as meteorologistas apontam que o El Niño já estava estabelecido, com aquecimento das águas do Pacífico Equatorial e resposta da atmosfera a essa mudança. A projeção apresentada no documento é de que o fenômeno alcance intensidade muito forte durante a primavera e persista até o início do outono de 2027.