O aumento da próstata nos homens é inexorável. Em alguma fase da vida adulta ou na velhice, acontecerá. E isto acarretará em uso de medicamentos para o tratamento e/ou cirurgia para resolução do mesmo.
O homem acordará mais vezes no período da noite e haverá aumento no número de vezes que irá ao banheiro, além de alteração no jato da urina.
Na atualidade, quando o tratamento com remédios resolve enquanto o paciente toma a medicação ou não resolve, será indicada a cirurgia. Temos hoje duas opções atuais no tratamento, duas técnicas: uma conhecida por HoLEP, que consiste na enucleação da próstata e, na maioria dos casos, leva à perda da ejaculação, e outra é o Rezum, que diminui o tamanho da próstata e preserva a ejaculação na grande maioria dos casos.
A escolha entre o HoLEP (Enucleação da Próstata com Holmium Laser) e o Rezum (Terapia com Vapor de Água) para o tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) depende diretamente do tamanho da próstata, dos objetivos do paciente e do perfil de segurança buscado. Ambos são validados por evidências científicas, mas possuem indicações diferentes.
HoLEP
É uma cirurgia endoscópica de médio porte. O cirurgião utiliza um laser de alta potência para separar e remover completamente a parte crescida da próstata, o adenoma, empurrando-a para a bexiga, onde é fragmentada e aspirada.
O HoLEP é uma cirurgia endoscópica definitiva. Imagine que a próstata é uma laranja: o cirurgião entra pela uretra com um laser de alta potência e retira todo o miolo, o adenoma, deixando apenas a casca. Esse miolo é empurrado para a bexiga, triturado e aspirado para análise.
Na prática, é o padrão-ouro da urologia para próstatas volumosas, acima de 80g, embora possa ser feito para qualquer tamanho. Exige anestesia geral ou raquianestesia e pelo menos uma noite de internação.
O HoLEP é utilizado para próstatas maiores, em geral acima de 70/80g, porém pode ser feito para qualquer tamanho.
Rezum
O Rezum corre em outra pista: é um procedimento minimamente invasivo, que pode ser realizado em consultório ou hospital-dia. O médico entra com uma agulha fina e injeta vapor de água termal diretamente na próstata por alguns segundos. Esse vapor mata as células que estão sufocando a uretra, e o próprio corpo se encarrega de absorver o tecido morto ao longo das semanas seguintes.
Na prática, é feito com sedação leve, semelhante a uma endoscopia, e o paciente pode ir para casa no mesmo dia. É ideal para próstatas de tamanho pequeno a moderado, entre 30g e 80g.
O Rezum é utilizado para próstatas menores e para quem quer preservar a ejaculação.
Comparativo prático
Em relação à função sexual, o HoLEP apresenta alta taxa de ejaculação retrógrada, ou perda da ejaculação, mas preserva a função erétil. Já o Rezum preserva a ejaculação em até 95% dos casos, segundo estudos de longo prazo.
Na recuperação, o HoLEP proporciona melhora imediata do fluxo urinário, com uso de sonda por um a dois dias. Já o Rezum apresenta alívio gradual dos sintomas e exige uso de sonda por três a sete dias devido ao inchaço inicial.
Ambos os procedimentos podem requerer internação hospitalar, e a anestesia pode ser geral ou raquianestesia. O método Rezum também pode ser feito ambulatorialmente.
Estudos clínicos demonstram que o HoLEP oferece a maior redução definitiva dos sintomas e o melhor ganho de fluxo urinário, sendo ideal para obstruções graves. O Rezum destaca-se pela preservação da qualidade de vida sexual e por ser uma alternativa segura para pacientes que não podem ou não querem passar por uma cirurgia tradicional.
Se a próstata é gigante e o paciente quer resolver o problema de uma vez por todas, para o resto da vida, o HoLEP é uma escolha. Se a próstata é moderada, o paciente quer fugir de uma cirurgia convencional ou faz questão de manter a ejaculação, o Rezum pode ser uma alternativa.
Cabe decidir conjuntamente com o paciente a melhor maneira para o tratamento correto. Não necessariamente porque é factível que deve ser feito.
Para orientação ou diagnóstico médico, consulte um profissional.
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