A poucos dias do início da 36ª Schützenfest, a realeza da maior festa de atiradores do Brasil vive uma mistura de ansiedade, alegria e emoção. Nesta quinta-feira (5), a rainha Jênyfer Leitholdt Costa, a 1ª princesa Amanda Maiara Meyer e a 2ª princesa Gabriela Eduarda Pereira visitaram o OCP para compartilhar as expectativas para a festa, relembrar suas trajetórias e falar sobre a responsabilidade de representar uma das tradições mais importantes de Jaraguá do Sul.

Desde a coroação, o trio participa de compromissos, eventos e festas de sociedades de tiro, em uma preparação que se intensifica com a proximidade da Schützenfest. Entre os momentos mais marcantes dessa trajetória, as representantes destacam a produção das fotos oficiais e o Schützenbaum, cerimônia que simboliza o início das festividades.

Para elas, são ocasiões em que a emoção ganha ainda mais força e a realização do sonho de integrar a realeza se torna cada vez mais concreta.

Agora, com a chegada da festa, a expectativa é aproveitar cada instante. Embora a despedida da coroa já desperte sentimentos, o trio prefere viver um dia de cada vez e aproveitar ao máximo os 12 dias de celebração.

Histórias diferentes unidas pela tradição

Apesar de compartilharem o mesmo título de realeza, as três chegaram à Schützenfest por caminhos diferentes.

Natural de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, a rainha Jênyfer conta que não cresceu participando das tradições das sociedades de tiro. Foi depois de conhecer os bailes e concursos de majestades que passou a se interessar pela cultura germânica e a construir sua trajetória.

Mesmo tendo ascendência alemã, ela não teve a oportunidade de conviver diretamente com essas tradições na infância. O contato com as festas em Jaraguá do Sul despertou uma paixão que a levou a participar de concursos. Representando a Sociedade Aliança, Jênyfer conquistou o título de rainha da 36ª Schützenfest, realizando um sonho construído ao longo dessa trajetória.

Sua trajetória nos concursos começou em 2022, quando foi eleita rainha em uma sociedade. Depois de outras participações e experiências, voltou a disputar o título pelo Salão Barg e conquistou uma das faixas da realeza da 36ª edição.

“Eu digo que é o meu maior sonho”, resume Amanda, ao recordar o caminho percorrido.

A 2ª princesa Gabriela também guarda lembranças das festas desde pequena. Com o passar dos anos, acabou se afastando das sociedades, especialmente durante um período de intercâmbio em que viveu fora do Brasil.

Curiosamente, foi o contato com outras culturas que despertou nela a vontade de se reconectar com suas próprias raízes.

Ao retornar ao país, Gabriela decidiu voltar a participar das atividades das sociedades de tiro. Pouco tempo depois, recebeu o convite para representar a Sociedade Ribeirão Grande da Luz, iniciando a trajetória que a levaria à realeza da Schützenfest.

Foto Divulgação PMJS

Muito além dos vestidos e das coroas

Durante a visita, as representantes também falaram sobre os desafios que acompanham o título. Por trás dos vestidos, penteados e sorrisos, existe uma rotina intensa de compromissos, preparação e dedicação.

O trio destacou que representar a festa exige responsabilidade, inclusive nos dias em que o cansaço e as dificuldades pessoais aparecem.

Segundo elas, a preparação para os eventos frequentemente começa horas antes das apresentações, enquanto os compromissos precisam ser conciliados com o trabalho e a vida pessoal.

Mais do que estar presente, as representantes entendem que precisam acolher o público, valorizar as sociedades e transmitir o significado da tradição.

Uma festa para todos

Ao falar sobre o que torna a Schützenfest especial, a realeza destacou o tiro esportivo, principal diferencial da celebração em relação a outras festas típicas.

Além da gastronomia, da música e das apresentações culturais, o evento permite que o público conheça uma tradição profundamente ligada à história de Jaraguá do Sul e das sociedades de tiro.

Outro ponto defendido pelo trio é que essa cultura deve ser acessível a todos, independentemente da origem, aparência ou sobrenome.

Jênyfer lembrou que, antes de participar dos concursos, chegou a acreditar que não se encaixaria no perfil esperado de uma rainha de festa germânica.

“Eu sou morena, tenho olhos castanhos e sou a rainha da Schützenfest”, destacou.

Para ela, sua conquista demonstra que o mais importante é o amor pela tradição e a vontade de representá-la.

As princesas também reforçaram que a realeza pode ajudar a romper padrões e incentivar outras mulheres a participarem dos concursos.

Um incentivo para as próximas gerações

Ao deixarem uma mensagem para as meninas que sonham em integrar a realeza, as três destacaram a importância de acreditar em si mesmas, participar das sociedades e não desistir diante das dificuldades.

Jênyfer revelou que um de seus maiores desafios foi superar o medo de falar em público. Para se preparar, buscou orientação e trabalhou a própria confiança antes de subir à passarela.

“Foi uma competição comigo mesma. Eu consegui superar esse medo e, para mim, isso já foi uma vitória”, contou.

As representantes também ressaltaram que a experiência vai muito além da conquista de uma faixa. O envolvimento com as sociedades, as amizades construídas e a oportunidade de preservar a cultura são parte fundamental dessa trajetória.

Para o trio, a principal mensagem é que o desejo de representar a Schützenfest precisa vir acompanhado de dedicação e amor.

Com a aproximação da 36ª edição, Jênyfer, Amanda e Gabriela se preparam para viver intensamente a festa e compartilhar com o público a emoção de um sonho que se tornou realidade.

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