Uma parcela significativa dos eleitores de Santa Catarina acabou anulando o voto nas disputas para o Senado e para o Governo do Estado. Os números chamam atenção principalmente por envolverem eleitores que, aparentemente, tinham a intenção de votar em determinados candidatos, mas acabaram invalidando o voto.
Na disputa pelo Senado, cerca de 102 mil votos foram anulados por eleitores que repetiram a mesma escolha para os dois votos destinados ao cargo. O caso envolveu Carlos Bolsonaro e Carol De Toni. Como cada eleitor podia escolher dois candidatos diferentes, a repetição dos números acabou invalidando a votação.
Na disputa pelo Governo de Santa Catarina, mais de 74 mil eleitores digitaram o número 13, correspondente ao PT, mas anularam o voto por se tratar de uma candidatura que não estava registrada para aquela disputa.
Os dois episódios mostram que parte dos votos nulos não necessariamente representa a intenção de não escolher nenhum candidato. Em muitos casos, a anulação ocorre por erro no preenchimento da urna ou pela escolha de um número que não corresponde a uma candidatura válida.
Somados, os dois casos representam mais de 176 mil votos anulados em Santa Catarina, um volume que chama atenção no cenário eleitoral do Estado.
Ao todo, o estado registou 198.989 votos nulos na disputa para o cargo do governador, representando cerca de 4,3% do total de votos depositados nas urnas. Do universo total de votos nulos, 99,6% (198.169 votos) ocorreram porque os eleitores digitaram uma combinação de números inexistente.
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