Aprendi nas escolas maristas por que passei que a verdadeira leitura é a releitura, ler de novo o que já foi lido. Claro, essa verdade é muito mais vigorosa quando os livros que lemos contêm ensinamentos de que precisamos, como, por exemplo, o livro “Ikigay”, livro de origem japonesa cujo título significa: “O segredo para uma vida melhor”. Relendo o livro, me ocorreu de conversar um pouco mais com os meus amigos, os que leem jornal. Ikigay é uma razão de ser, um propósito muito especial, coisa nossa que nos tira da cama entusiasmados pelo que temos pela frente. Não precisa ser um trabalho, afinal, os longevos não vão trabalhar a vida inteira, mas… Vão “trabalhar” no seu propósito, no seu encanto pela vida. No Ikigay japonês há muitas orientações, mas eu separei apenas três. A primeira orientação, sugestão, é – “Se você continuar movendo os dedos e trabalhando chegará aos 100 anos”. Cem anos é uma referência, nas Zonas Azuis, no Japão, os moradores passam fácil dos 100 anos. Então, é bom não esquecer, “mexer os dedos”, trabalhar sempre, nunca parar, mas, relembro, não é necessariamente o trabalho convencional, mas algo nosso, muito pessoal. O segundo lembrete que trago do Ikigay é – “Se não trabalha, seu corpo estraga”. Eu diria, enferruja, cria ácaros emocionais e físicos. Nem é preciso me alongar, sabemos disso, sabemos ou fazemo-nos de sonsos… A terceira proposta do Ikigay, proposta para que vivamos melhor é: – “Uma vida longa depende apenas de três coisas: Exercícios físicos e continuados para a saúde, comer bem e se reunir com amigos”. Fácil? Facílimo, mas… Comemos muito “lixo” nos cotidianos de nossas refeições. Comidas que podem ser gostosas, mas gostosas apenas para as papilas gustativas, não para o estômago e todo o processo metabólico sequente… Comemos o que não nos é bom para a saúde, mas nos lambemos e dizemos: – “Ah, que coisa gostosa”! Vamos pagar a conta do desrespeito mais tarde, até numa UTI… E o terceiro mandamento é uma obviedade, falo dela aqui seguidamente… O mandamento é: – “Reunir-se com as pessoas”. São os relacionamentos de que vivo falando e de que todos precisamos. Nada por algum interesse safado, mas por afeto e aconchego de corações que batem na mesma frequência. Algo de novo? Absolutamente nada.

CRENÇAS

Quando menos “atentos”, quanto menos luz na cabeça, mais nos apegamos a crenças, a credos criados por nós, humanos. Todas as religiões, todas, foram criadas, inventadas pelos humanos. Fizemos isso para justificar nossas quedas, nossos “pecados”, na verdade sabemos que fora de nós nada mais existe. E essa percepção é muito dura de roer, logo… Pulamos na piscina dos credos, das crenças inventadas. Crença boa há só uma: a verdadeira e honesta crença em nós mesmos. Mas essa crença é também um “tribunal” muito severo.

CREDOS

Se pararmos para pensar não vamos ter argumentos para contestar… Quem inventou que gato preto dá azar? Quem inventou que trevo de quatro folhas dá sorte? Quem inventou que o número sete dá sorte e o 13 dá azar? Quem inventou que ferradura atrás da porta produz sorte? O ser humano é muito matreiro diante de suas fraquezas, cria desculpas e bate as mãos na falsa fé.

FALTA DIZER

Estava vendo há pouco vendo um programa de turismo no Canal Viagem. Imagens de turistas montados em camelos no Egito. Pobrezinhos dos bichos, ficam o dia inteiro sem comer nem beber, com a boca apertada por cordas e… Tudo numa boa para seus donos e estúpidos turistas. Off…

 

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