A Secretaria Municipal de Educação (SEMED) anunciou uma série de providências para lidar com demandas da rede municipal, com foco na manutenção das unidades, no melhor aproveitamento das vagas na educação infantil e no uso dos recursos disponíveis nas escolas.
Entre as medidas estão a preparação de uma nova licitação para os serviços de manutenção, a cobrança da empresa responsável por reparos atrasados e o mapeamento de cerca de 400 vagas atualmente disponíveis na educação infantil.
A pasta também pretende incentivar as escolas a utilizarem recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) em pequenas intervenções e necessidades mais imediatas. Outro trabalho previsto é ampliar a participação das famílias nas Associações de Pais e Professores (APPs).
As informações foram apresentadas nesta terça-feira (15/09/26), durante reunião extraordinária da Comissão de Educação, Ciência, Comunicação, Cultura, Desporto, dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Saúde Pública e Assistência Social.
O encontro, realizado no Plenário, tratou do andamento das ações da pasta e contou com a participação da secretária municipal de Educação, Simone Probst, além de integrantes das diretorias Administrativa e Financeira da Semed.
Nova licitação deve reorganizar manutenção
A diretora administrativa da secretaria, Silvana Grimes, informou que a estrutura de manutenção atende 140 unidades, entre instituições próprias, alugadas e unidades de apoio. Atualmente, o serviço conta com três engenheiros e uma empresa contratada. O contrato em vigor termina em fevereiro de 2027.
A SEMED já prepara uma nova licitação e avalia dividir os serviços por áreas. Uma das possibilidades é separar a manutenção elétrica, diante das condições antigas de parte das instalações da rede.
A secretaria também confirmou que existem unidades com serviços previstos no cronograma de setembro que ainda não foram executados. Segundo a pasta, a empresa responsável está sendo cobrada.
Durante a reunião, vereadores relataram atrasos e problemas de qualidade em alguns trabalhos de manutenção. A Semed informou ainda que houve casos em que serviços precisaram ser refeitos depois que problemas foram identificados pela fiscalização da engenharia.
Escolas devem usar recursos disponíveis
Outro assunto discutido foi o PDDE. A secretária Simone Probst defendeu que as unidades escolares utilizem os valores disponíveis para pequenas intervenções e necessidades imediatas, evitando o acúmulo de recursos.
A secretaria também quer aumentar o envolvimento das famílias nas APPs. O tema deverá entrar na formação dos novos gestores escolares, prevista para janeiro de 2027.
Rede tem cerca de 400 vagas na educação infantil
Na educação infantil, a Semed informou que existem aproximadamente 400 vagas disponíveis. Nem todas, porém, são destinadas ao atendimento de bebês.
A secretaria pretende fazer um trabalho de mapeamento para identificar melhor essa oferta e otimizar o uso das vagas. A intenção é ampliar a utilização da própria rede pública e reduzir, gradualmente, a necessidade de contratar vagas na rede privada.
Também entraram na pauta os investimentos em uniformes, materiais escolares, obras financiadas por emendas parlamentares e projetos que precisam ser readequados por causa das características estruturais dos terrenos.
Carteira de obras chega a cerca de R$ 84 milhões
Na apresentação financeira, a diretora Ingrid Salm informou que, até 10 de setembro, R$ 57,4 milhões estavam comprometidos com infraestrutura. A Semed mantém ainda uma carteira de aproximadamente R$ 84 milhões em obras. São 36 frentes, das quais sete estão em execução.
Os dados apresentados também detalharam despesas com educação infantil, ensino fundamental, vagas conveniadas, uniformes, materiais escolares, limpeza, segurança, manutenção e outros serviços.
Comissão mantém cobrança sobre reparos
Ao final da reunião, o presidente da Comissão de Educação, vereador Professor Gilson de Souza (União Brasil), afirmou que a manutenção dos educandários continua sendo um problema recorrente e defendeu uma solução mais efetiva para as unidades.
“A manutenção, ela é falha. E já não é de hoje, a gente vem cobrando há muito tempo”, afirmou. Segundo o vereador, as reuniões com a Secretaria de Educação servem justamente para acompanhar como a pasta está se organizando para resolver as demandas.
Ele também observou que o tempo destinado às questões estruturais acaba diminuindo o espaço para discutir assuntos pedagógicos. Por isso, Professor Gilson informou que pretende realizar uma nova reunião com a SEMED voltada a esses temas, incluindo questões relacionadas ao IDEB.
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