O seguro de vida vem ampliando seu espaço no planejamento financeiro dos brasileiros. Além da proteção aos familiares em caso de morte, as coberturas podem ajudar a enfrentar situações como doenças graves, invalidez e afastamentos do trabalho, que comprometem a renda e podem afetar o patrimônio construído ao longo dos anos.

Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que a arrecadação do ramo de seguro de vida cresceu 10,7% nos quatro primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. No Sicredi, o volume financeiro arrecadado com seguros de vida chegou a R$ 443,5 milhões no primeiro semestre, alta de 15,1% em relação a 2025. A instituição também registrou quase 146 mil novas contratações de seguro de vida individual no período, crescimento de 6% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.

A longevidade é outro fator que reforça a importância do planejamento financeiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida no Brasil chegou a 76,6 anos em 2024. Com uma vida mais longa, organizar as finanças para diferentes etapas também envolve avaliar como manter a estabilidade diante de imprevistos.

Em Jaraguá do Sul e região, a presença industrial e o empreendedorismo tornam relevante a discussão sobre a proteção da renda familiar e a continuidade dos negócios. Para trabalhadores autônomos e empresários, por exemplo, um afastamento pode reduzir ou interromper os ganhos, enquanto as despesas pessoais e compromissos financeiros continuam. Já nas famílias, a perda de uma fonte de renda pode afetar o pagamento de contas, a educação dos filhos e os planos de longo prazo.

O seguro de vida pode integrar esse planejamento, mas a escolha depende das necessidades de cada pessoa, das coberturas contratadas e das condições previstas na apólice. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, o assessor de Seguros do Sicredi Norte SC, Pedro Moreira, explica como avaliar a necessidade de proteção e as diferenças entre os produtos disponíveis.

Foto: Divulgação/ Sicredi

Quando contratar um seguro de vida? Especialista do Sicredi explica

O seguro de vida vale a pena?

Sim, quando está alinhado à necessidade da pessoa. Ele pode ajudar a preservar a estabilidade financeira da família e oferecer recursos em situações que comprometem a renda e aumentam as despesas. Uma doença ou um acidente, por exemplo, pode afetar o orçamento justamente quando a pessoa mais precisa de recursos.

Quem deve contratar? Jovens sem dependentes também devem considerar essa proteção?

A necessidade depende do impacto que um imprevisto teria na vida financeira. Quem tem dependentes precisa considerar a continuidade do sustento familiar. Já um jovem sem filhos pode priorizar coberturas para doenças graves, invalidez ou afastamento temporário do trabalho. Uma pergunta importante é: se eu precisar ficar alguns meses sem trabalhar, como vou manter minhas despesas?

Quais são as principais coberturas e o que avaliar antes de contratar?

Entre as principais estão morte, invalidez por acidente, determinadas situações de invalidez por doença, doenças graves e diárias por incapacidade temporária. Cada cobertura tem critérios próprios, definidos na apólice. A contratação deve considerar renda, despesas, dívidas, dependentes e proteções já existentes. O preço precisa caber no orçamento, e as coberturas devem atender às necessidades reais.

Qual é a diferença entre seguro de vida e previdência privada? Como eles contribuem para o planejamento patrimonial?

O seguro de vida oferece indenização diante de um evento coberto, enquanto a previdência permite acumular recursos para complementar a renda futura. Os dois produtos podem se complementar: enquanto a pessoa constrói uma reserva, o seguro ajuda a proteger o planejamento contra imprevistos. No planejamento patrimonial, a indenização pode dar fôlego financeiro à família e reduzir a necessidade de vender bens às pressas.

Por que essa proteção é importante para famílias, autônomos e empresários de Jaraguá do Sul e região?

Para uma família, a perda de uma das rendas pode comprometer despesas como moradia, alimentação e educação dos filhos. Para um autônomo, o afastamento pode reduzir o faturamento enquanto as contas continuam chegando. Já a ausência de um sócio pode afetar tanto a família quanto a operação de uma empresa. Com coberturas adequadas a cada situação, o seguro pode oferecer recursos para atravessar esse período e ajudar a preservar os projetos em andamento.

Imagem: Divulgação/ Sicredi

 

 

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