A atmosfera não é das melhores. Nem as opções. Apesar e até por isso, o eleitor precisa entender o seu papel e sua responsabilidade. A escolha política da maioria define os rumos do país — e, nesta eleição, do Estado — pelos próximos quatro anos.
Ao votar, damos um cheque em branco, um crédito, para determinados candidatos. Ao não votar, legitimamos o que tanto criticamos, viramos as costas.
Num país tão desigual, nunca um momento é tão igual entre todos. Todo voto tem o mesmo peso, independentemente da origem.
Frente a frente com a urna, todo cidadão é igual.
Na hora do voto, devemos pensar em nós, sim. Também no nosso entorno.
Mas, principalmente, no todo.
Queremos um Brasil melhor, uma Santa Catarina melhor?
A resposta é sempre sim. Mas nossas escolhas são necessariamente as melhores?
É este o momento do eleitor pensar sobre isso, a poucas horas da votação.
E, se não pensou, fazer uma pesquisa básica, eliminando nomes e afunilando decisões.
Pesquisando, conversando, comparando. O que o candidato fez? O que diz que vai fazer? É factível? Defende causas que considero importantes?
Para deputados federais e estaduais em Santa Catarina, são muitas as opções. É impossível — ou irresponsável — o eleitor dizer que não tem ninguém em quem ele confie o voto. A oferta de candidatos e a grande visibilidade de alguns podem embaralhar a decisão, mas nunca para se omitir.
E mais. São os deputados federais e estaduais que ajudam com emendas e captação de recursos para serem investidos nas cidades. Nossas escolhas definem o peso político da região em que estamos inseridos,
Nas majoritárias, as opções são menores. Presidente, Governador e Senadores. Mas são as que tem. E, mais uma vez, o cidadão precisa manifestar o que pensa.
São três disputas diferentes, nas quais o eleitor deve escolher o melhor, mas também o menos pior. E o viável…
São duas eleições plebiscitárias, ao governo de Santa Catarina e para presidente do Brasil, com candidatos à reeleição.
Fizeram um bom trabalho? Pelo menos tentaram? Os adversários parecem mais confiáveis? Vale a pena arriscar a mudança?
Quem fez mais por Santa Catarina?
Seja pragmático!
Para o Senado, com dois votos, o que quero?
Tem gente que chegou agora e quer sentar na janelinha. Alguém acredita que terá compromisso com o estado caso eleito? Ignorando essa parte, restam nomes relevantes tanto da direita quanto da esquerda. É só escolher.
Antes do voto, a informação é a principal arma do eleitor. Gaste um tempo com isso.
Nós, aqui do Informe Blumenau, procuramos dar visibilidade a tudo que envolve a política e aos políticos.
Esperamos que ajude no seu discernimento. Mas a responsailidade é sua.
