Era inevitável. Na reta final da campanha, com uma disputa acirrada apontada nas pesquisas registradas e internas, com três candidatos em potencial para duas vagas, era previsível que o fogo amigo entre antigos aliados fosse para os discursos. Nos referimos à disputa ao Senado, entre Esperidião Amin (PP) e Carlos Bolsonaro (PL).

Em um evento em Palhoça, registrado em vídeo reproduzido pelo Jornal A Razão, Carlos Bolsonaro fala para os presentes. “Tem um candidato de direita que dizem aí, de outro partido, de outra coligação, que votou a favor da reforma tributária. Mesma pessoa que já votou 58% com o PT”, afirmou o filho 02, que seguiu.

“Há mais de 30 anos lá dentro, os problemas aqui não são resolvidos de maneira nenhuma”, afirmou. Antes, falou da própria trajetória: “São 26 anos de vida pública. Eu tenho certeza absoluta de que eu ajudei a construir esse movimento de direita no Brasil”.

O senador, candidato à reeleição, comentou na postagem.

“Carlos, seu comentário me deixou feliz por um aspecto: é bom ver que você está em Santa Catarina e dando sinais de que tem interesse em assuntos que importam a Santa Catarina. Não há necessidade de fazer essa troca de informações pela internet. Aliás, votei 93% das vezes junto com meu amigo, nosso candidato a presidente, senador Flávio Bolsonaro. Podemos comparar essas estatísticas. E, se quiser, na próxima sexta-feira, dê o ar da sua graça em um debate, pelo menos. Eu reforço o convite para comparecer e defender as suas propostas para Santa Catarina. Lá nós poderemos discutir projetos e visões sobre o Estado a que eu pertenço e que tem na minha candidatura uma candidatura de Santa Catarina, por Santa Catarina e para Santa Catarina”, afirmou o experiente político, chamando Carlos Bolsonaro para os debates em que ele insiste em não comparecer.

A crítica do candidato ao Senado pelo PL é, além de faltar com a verdade, um sintoma. De que a campanha dele sente um risco real de ficar de fora. Caso contrário, não faria isso com um aliado histórico do pai.